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O marqueteiro da rainha

Existe spoiler para a História? A rigor, não. Quem assistiu JFK e comentou com os coleguinhas que o presidente americano é assassinado, não pôde ser acusado de estragar a surpresa.

Por outro lado, raras passagens históricas são tão conhecidas quanto o atentado em Dallas. Da que segue, pelo menos, eu nunca tinha ouvido falar. E note que sou do ramo. De modo que, por via das dúvidas, esteja avisada, freguesia: as próximas linhas contém spoiler sobre a nova temporada de The Crown.

House of Cards e Felizes para Sempre?

O caso é o do John Grigg, jornalista e político inglês colecionador de fracassos até 1957. Em sintonia fina com a fórmula ilhoa do êxito, que o Churchill encerrou dizendo que “sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo”, o então irrelevante lorde Altrincham desconta seu tédio num artigo contra a rainha.

Seu jornal tinha circulação medíocre. Os proletas (obrigado, Francis) da redação não o levavam a sério. Mas o artigo incluía algo raro: ataques pessoais à rainha assinados por um nobre e num momento de fragilidade. Foi o que bastou para viralizar. Nenhuma primeira página inglesa ignorou o fato.

Os súditos não gostaram do que leram. Mas numa entrevista a um talk-show na TV, Grigg virou o jogo, mostrando que não estava contra a Coroa – muito pelo contrário, sua intenção era sacudir e arejar a instituição.

Com habilidade, sua alteza arranjou um encontro secreto com o algoz e anotou suas considerações. A mensagem real de Natal e daquele ano pela primeira vez foi televisionada, num cenário de intimidade que vigora até hoje no marketing político. E a realeza passou a tratar a “gente comum” por “trabalhadores” e recebe-la para almoços com pompa.

+ Negroni, Netflix, dois Tarantino e o Brasil

Segundo The Crown, anos depois a Coroa reconheceu o encontro e a adoção das sugestões. Mais recentemente Grigg foi aclamado como escritor pela biografia em três volumes do primeiro ministro David Lloyd George. Morreu em 2001, aos 77 anos. Nesse meio tempo, renunciou ao título de nobreza – ornamento inútil para uma figura assim. Pouca coisa pode ser mais nobre do que servir à Coroa com altivez e de propósito.

 
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Erasmo não morreu

Era 11 de Agosto, dia da pendura. Uma churrascaria bacana do Paraíso foi a escolhida por alguns estudantes de Direito. Na hora da conta fizeram a trova tradicional e, com efeito, o metre trancou a porta: “Ninguém sai.”

Um dos estudantes, mais jeitoso, foi ter com o dono da chave: “Meu caro, entre nós está a filha de um coronel. Vai por mim, deixa estar.” Em vão. “Foi uísque, champanhe, camarão… Isso não é pendura, é abuso”, respondeu o metre.

A polícia entrou e levou todo mundo. Já na delegacia, bastaram cinco minutos para a chegada de outra guarnição, ora liderada pelo pai de uma das estudantes. Sim, o coronel. Que esculhambou o delegado, perguntando se ele também não metera suas penduras na época de estudante. De pronto, o metre pediu desculpas. Delegado idem. Mais tranquilo, o coronel olhou o relógio e sugeriu que resolvessem o impasse brindando todos juntos na própria churrascaria. Recebeu vivas e foi atendido.

Aos estudantes, metre, delegado e coronel se juntou o dono da churrascaria. Consta que a conta dobrou, mas ninguém pode afirmar porque jamais foi apresentada. Ficou como doação, “sem nenhuma contrapartida”.

O coronel chamava-se Erasmo Dias e era praticamente uma celebridade no final daqueles anos 1970. Cravo um palpite: estivesse vivo, Erasmo Dias teria acima de 20% nas intenções de voto para a Presidência da República em 2018, impulsionado pelos erasminions.

Pano rápido.

No final de semana que passou o repórter Fausto Macedo acompanhou blitzes nos pancadões das Prefeituras Regionais de Cidade Tiradentes e de Pinheiros.

+ Em Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo, a idade média (sem trocadilho) ao morrer mal ultrapassa cinquenta anos. Em Pinheiros chega a oitenta anos.

A primeira contou com gás de pimenta, cassetete, vassourada, traulitada. Na segunda, uma menina subiu no carro da Prefeitura e rebolou na cara das autoridades. O prefeito regional reagiu com argumento mais corriqueiro: quem discorda dele é amiguinho do Haddad. E outra respondeu: “Sou amiga do Haddad. E do Doria, que adora vir aqui. O filho dele estava aqui ontem”.

Perguntado sobre uma ação mais “enérgica”, como em Cidade Tiradentes, o sargento PM João Gabriel respondeu: “Não é o caso aqui.”

+ QUEM TEM BOCA VAIA A ROTA

 
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Negroni, Netflix. dois Tarantino e o Brasil

Dos gêneros que pareciam ter caído na monotonia, faroeste e nazismo talvez se destaquem. Vá lá, nazismo é um tema, não um gênero. Mas tanto quanto o faroeste, foi praticamente esgotado, do drama à comédia, passando pelos documentários.

Igual diria o professor Caldana sobre as cadeiras, caberia uma moratória entre os criadores. O George Gondor fala a mesma coisa sobre as bebidas etílicas.

+ A improvável reinvenção do guarda-chuva

Com trocadilho, contudo, o espírito humano sempre pode surpreender. Recém-lançaram Dry Martini e Negroni já misturados no litro. Ideia original, produção e distribuição do querido Caio Tarantino.

Coincidência ou não, quem conseguiu encher com bossa fitas novas sobre nazismo e faroeste foi outro Tarantino, Quentin. Bastardos Inglórios e Jango, geniais.

Daí vem o Netflix com as séries padrão Globo em streaming. E mete um faroeste excelente. Godless. Fotografia de reclame de Marlboro – melhorada. Diálogos de House of Cards. E a história é contada num vai-vem a la Tarantino. Quer dizer, Quentin pode desgostar da novidade, mas a recíproca não é a mesma.

Em sete capítulos que, saravá!, estão todos disponíveis, a série é bem mais rica do que o posto acima. Eu poderia falar do jornalista, papel inspirado do roteirista, ou presença sacudida das meninas. Mas acho melhor deixar esta freguesia descobrir. #spoilerfree

No final, cansado de guerra, você desliga a TV esperta, ajusta o umidificador e o ar-condicionado e, de dentro da bolha, se deita pensando como pode o mundo ter sido tão violento.

Então se lembra que no período de um episódio da série, sete pessoas foram assassinadas na vida real brasileira, e pelo menos outra meia-dúzia foi estuprada. Lembra que a última guerra dos presídios, que começou com cabeças, tripas e corações rolando sob os vapores do réveillon, vai completar um ano, e pouca coisa além de umas transferências paliativas foram feitas para resolver. Mutirões de revisão de penas já cumpridas sofrem forte resistência. Legislação que despenaliza crimes não violentos idem. E as máfias se fortalecem.

Definitivamente, a realidade no Brasil é de deprimir os melhores roteiristas do mundo. De House of Cards a Godless.

 
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Passaredo 2018

Raymond Tusk é um observador de pássaros que de seus bosques particulares ou da cobertura em Manhattan, equipado de binóculo e telefone criptografado, administra os viveiros da política internacional.

Ele não é o único que sabe do apreço dos passarinhos por alpiste. Qualquer açougueiro de Goiás conhece o gosto do passaredo. A diferença entre Tusk e a patuleia é o binóculo e a calma, exercitada diariamente no que os americanos chamam de birdwatching.

No Brasil temos alguns Raimundos. Um dos maiores se chamava José. Discretíssimo, trabalhou duro para que o irmão, Antonio Ermírio de Moraes, pudesse aparecer como grande gestor, filantropo e até dramaturgo. Seu trabalho era duro. Incluía batizado em Roraima, casamento no Mato Grosso, baile de debutante em São Luís do Maranhão. Mas assim garantia o monopólio do cimento.

Nesse vasto mundo pós Lava Jato, os Raimundos seguem o exemplo do Avestruz. Meteram a cabeça no buraco e de lá não saem.

E como em política, bastidores incluídos, espaço vazio não existe, bandos de pardais, inebriados pela volúpia de irem a sabiás na mesma existência, se prontificaram em procurar um espaço para chamar de seu.

Da minha cabana identifiquei dois bandos espalhafatosos.

Se os velhos Raimundos, banqueiros, empreiteiros e alguns industriais, que concentram 50% do PIB, estão feito avestruzes, os outros 50%, filiados ao LIDE, se emplumaram com a possibilidade de ver seu guia, João Doria, aninhado no Palácio do Planalto. Problema logo identificado: o voo do pavão impressiona, porém é curto. Não alcança sequer o Palácio dos Bandeirantes.

Então veio o Renova Brasil. Ideia antiga, experimentada em 2014 e pela mesma turma, com o nome de Projeto Legado. Financiaram campanha de gente boa. Alessandro Molon, Floriano Pesaro, Jean Willys. Mas como ninguém é perfeito, também deram alpiste pro morcego Rocha Loures, aquele do cooper com a mala de meio milhão na frente da pizzaria Camelo.

Para 2018 o grupo quer só os virgens. Políticos experimentados são execrados pelo Renova, cujo manifesto começa cravando: “A atual politica brasileira faliu”.

O olhar para os velhos financiadores é menos severo. Abílio Diniz, chamado pelas justiças do Brasil e da França a explicar o equivalente a dez malas do Rocha Loures destinadas a Antonio Palocci, lá é bem-vindo. Renova de um lado, conserva do outro?

Na sexta-feira passada a repórter Vanessa Adachi, do Valor Econômico, mostrou um terceiro, os Guedes, Paulo e Paula, pai e filha, que por um sofisticado banco com 140 trilhões de dados, observam anseios e tendências da gente brasileira. Com jeito, armaram uma arapuca para um pássaro conhecido pelo bico pronunciado, chamado Luciano Huck, que alertado pelo ninho familiar, preferiu a tranquilidade do Jardim Botânico.

Os Guedes, porém, não desistiram. Paulo, liberal com formação em Chicago e um dos fundadores do banco Pactual, agora é cotado a ministro da Fazenda de Jair Bolsonaro, periquito metido a gavião.

Enquanto isso, em algum lugar, graúna do ABC, tucano paulista, pomba socialista e arara verde da Amazônia lutam contra a extinção.

 
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Segunda profecia dominical: Vai passar

Como uma velha carola, vivo com sob o frisson da chegada dos domingos. Mas a minha missa é na Folha ou nO Globo. E o sermão é do papa Elio Gaspari.

Hoje ele lembrou que no Rio, favelas fora, seis em cada dez imóveis não pagavam IPTU. Note: só o asfalto está nesta conta, que durou até anteontem.

Há alguns anos escrevi para a revista Amarello uma crônica chamada Dois Cunha. Está aqui.

O Rio de Janeiro é o paraíso liberal. Aquela estátua do Drummond, famosa pelos óculos repetidamente furtados, se repete com outras personalidades por toda a cidade turística. Mas está faltando uma homenageando o Ludwig von Mises, coroando o resultado do Estado mínimo e bruta diminuição de impostos.

Outra atração interessante e interativa seria uma instalação para os turistas poderem brincar de empurrar um carro com o freio de mão solto estacionado sobre a calçada e em frente ao portão alheio. Quintessência do espírito carioca e suprassumo do liberalismo.

Da corte da Guanabara para a da Rainha Elizabeth, papa Gaspari banca o profeta. Crava que, dada a evolução – destacada pelo noivado do príncipe Harry com uma plebeia americana e divorciada, filha de uma negra que usa dreadlocks –, até o final do século a realeza verá um casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Me associo à previsão. Afinal, é o papel histórico da elite, da aristocracia, da realeza promover a evolução cultural. E eles trabalham firme para isso. A Igreja da Inglaterra, chamada Anglicana ou Episcopal do lado de cá do Atlântico, segue empedernida os ensinamentos cristãos de amar o próximo sem distinção.

Lá os padres podem ser homens ou mulheres. E podem se casar. Com homens ou mulheres. Não é o sexo ou o casamento que define alguém com vocação pastoral.

O Jorge Pontual, no Globo News em Pauta da semana que passou, contou que as escolas da igreja inglesa, disputadíssimas pela elite ilhoa, determinou que a liberdade de imaginação das crianças é sagrada e não deve sofrer interferência.

Daí que uma menina que queira jogar futebol, está liberada. Um menino que queira fazer papel de fada na apresentação de final de ano, também.

Por aqui, lembro da minha infância. Assistia ao show de calouros do Silvio Santos com os jurados Elke Maravilha, Araci de Almeida, Pedro de Lara, Sérgio Mallandro, Roberta Close e Rogéria. Conviviam na banca com o Wagner Montes, que hoje é deputado estadual fluminense pelo PRB.

Com agenda aparentemente reacionária, apresentando programa de TV policialesco e assinando uma coluna de jornal intitulada “Escraaaacha”, o deputado Montes aprovou lei de licença maternidade e paternidade a servidores que adotarem filhos, reconheceu o funk como movimento cultural, declarou o corpo artístico permanente do Theatro Municipal patrimônio imaterial do Estado do Rio de Janeiro.

Uma frase atribuída ao Einstein diz que “A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao tamanho original”.

Segunda profecia dominical: essa fase vai passar.

 
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Grana

Você pode não acreditar, mas vou dizer mesmo assim. A Polenghi apresentou um queijo tipo grana que é muito bom. Maturado por doze meses, repete na boca a explosão dos cristais que são a alegria de quem come o original e incomparável Parmigiano-Reggiano. Outra marca que produz com excelência no Brasil é a Gran Formaggio, do Randon. O Polenghi, no entanto, é o mais em conta dos três. Sendo que os dois brasileiros, vendidos em pedaços para ralar na hora de comer, custam menos do que os ordinários que já vêm ralados, em saquinhos repletos de sal e livres de qualquer textura.

 
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AVISO DE FALTA

Freguesia caríssima, até fevereiro ou março de 2018 devo concluir um trabalho que vai exigir muito deste teclado. Assim, esta página terá menos crônicas e mais notas e comentários.

Na vida pessoal, começa uma temporada de canos e faltas às quais, apesar do meu esforço para evitar, me confesso auto-compadecido. De qualquer forma, por gentileza, relevem.

 
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E agora, João?

Na terça-feira o MP-SP pediu que os secretários Bruno Covas (Casa Civil), Júlio Semeghini (Governo) e André Sturm (Cultura), sejam condenados à perda do cargo e à suspensão dos direitos políticos por improbidade ao supostamente direcionarem a licitação de patrocínio do carnaval para favorecer a agência de promoção que representava a Ambev. Na ocasião do furo do Guilherme Balza publicado pela CBN, comentei aqui. Me lembro que o Prefeito, furioso com o repórter, misturou a estação num daqueles vídeos que costuma gravar e depois se arrepender.

Em doze de abril do corrente João Doria, candidato prematuro ao Palácio do Planalto, opinava sobre todos os temas nacionais. A propósito de ministros denunciados pelo Ministério Público, disse à Folha que “De maneira genérica não faz sentido punir antecipadamente. Dependendo da gravidade, ideal seria, em circunstâncias pontuais, um afastamento temporário, não a demissão. Para que, enquanto o processo está sendo investigado, aquela pessoa estar preservada e ao mesmo ter o direito de ampla defesa”, afirmou o prefeito, ressalvando que essa posição <não é linear>, <cada caso é um caso>”.

E agora, João? Qual é o caso?

 
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Desencontro

Celebrei aqui o grande encontro dos nossos arquitetos. Em que pese eu discordar e criticar em grande parte da maneira como Fernando Haddad tocava a prefeitura, sempre que acertou fiz questão de elogiar.

E como não ficar contente quando o parque mais querido da cidade se confirmava como ponto de encontro do Oscar Niemeyer e do Paulo Mendes da Rocha?

Além dos motivos comuns a qualquer pessoa, eu tinha um especial. Conhecendo os detalhes do projeto, pedi ao subprefeito da Vila Mariana, meu amigo Joca Martins, que previsse uma faixa de pedestres em frente ao portão 4 do Ibirapuera, para a gente poder enfim acessar uma ilha perdida nesse mar de asfalto, notadamente a praça do Obelisco que é o mausoléu aos heróis de 1932. A faixa está lá. Viva.

Para minha infelicidade, porém, perguntei à secretaria municipal da Cultura em que pé estava o projeto, e recebi a pior resposta possível, assinada pela chefe de gabinete da pasta: “Prezado munícipe, a atual gestão desconhece o projeto citado, pois não foram deixados registros. Atenciosamente, Juliana Velho.

Curiosamente, há vasta documentação publicada a respeito. Curiosamente, o endereço é da própria Prefeitura.

 
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ACR preso

Antonio Carlos Rodrigues se entregou à Polícia Federal. Ex-ministro dos Transportes no governo Dilma, ele era considerado foragido da Justiça desde o dia 22 de novembro, quando teve prisão preventiva decretada pela operação Caixa-d’água, que investiga a ligação entre a JBS e as campanhas de Rosinha e Anthony Garotinho pelo Partido da República (!), presidido por ACR.

Além de ex-ministro, ex-fugitivo e presidente do PR, ACR é suplente de senador por São Paulo e considerado dono da casa na Câmara Municipal de São Paulo. Em conversa recente com este cronista, uma vereadora revelou que, desde o pedido de prisão, nada acontece no número 100 do Viaduto Jacareí. A maioria dos nobres edis estão feito cão sem dono, literalmente.

A defesa do preso já entrou com pedido de habeas-corpus no Tribunal Superior Eleitoral e espera uma decisão favorável ainda hoje. Pela regra, ser considerado fugitivo elimina qualquer chance de obter HC. Mas com o TSE que nós temos, este que absolveu a chapa Presidenta-Presidento, tudo pode acontecer.

 
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