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Um prazo que vale por dois e o indulto possível

Ontem venceu um prazo que vale por dois. 17 de setembro era a data limite para uma coligação mudar, no canetaço, qualquer um dos seus candidatos.

Abaixo, direi porque valem por dois e, na esteira, tratarei novamente da possibilidade de um indulto para Lula.

1) Os retardatários do chamado centro reformista perderam a chance de uma composição capaz de somar esforços em torno de uma geringonça de salvação nacional. Numa eleição onde todos são cobrados pela capacidade de negociar com o Congresso, foi um péssimo exemplo.

2) No MDB ventilou-se a possibilidade de Temer substituir Meirelles. Papo. Houve quem especulasse sobre algum entendimento diferente entre PSL e PRTB, dada a saúde delicada de Bolsonaro e o constrangimento geral de ver Mourão desfilando o aerotanque. Papo também.

Para valer, só a espada petista sobre a candidatura de Haddad. Sabe-se que Gleisi Hoffman não o engole e que Zé Dirceu trabalhava firme por Jacques Wagner. Os velhos bolcheviques acham que ele é tucano, intangível, enfim, não é PT raiz.

De hoje em diante o PT tem candidato definitivo. Resta saber se Haddad seguirá no colo do ventríloquo de Curitiba ou se declara autonomia. Saberemos, aos poucos, se ele será poste de luz ou desses baixinhos, de amarrar cachorro.

Indulto

O ataque especulativo das demais campanhas sobre Haddad se concentra na possibilidade dele, eleito, indultar Lula. Não faz sentido. Explico.

Todos os concorrentes sabem que para governar terão que gastar, nos primeiros cem dias, capital político com medidas urgentes que o Brasil precisa. Caso contrário, teremos outra eleição aos trezentos dias de 2019. Ralar popularidade com um indulto de tamanha dificuldade, seria entregar a cabeça à guilhotina.

Por outro lado, muito mais gente tem interesse em receber indulto, anistia ou coisa que o valha. Quem? Temer, Padilha, Moreira, Aécio, Serra, Jucá, Renan, Collor, Kassab, Centrão, turma da toga, da construção, da indústria, do comércio, do mercado financeiro.

Até o coitado que fechou o botequim e está vendendo quentinha na Avenida Atlântica, tendo que salvar o do fiscal para não morrer de fome, se parar para pensar, vai preferir.

Ocorre que, se deixarem o acordo entre Haddad e Lula, não levam vantagem alguma. E, com a regra vigente desde a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, que estabelece critérios para indulto presidencial onde Lula não se encaixa de jeito nenhum, a única chance de fazer algo assim seria ao modelo Jucá-Sérgio Machado: “Estancar a sangria com o Supremo, com tudo.”

 

 

 
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Bolsonaro 33 ou tirem as crianças da sala

A segunda-feira amanheceu chuvosa na cidade de São Paulo. De modo geral é um clima que me alegra, e especialmente depois da seca que enfrentamos, com tanta gente tossindo, sofrendo com o ar tão sujo. Chuva, para mim, é água benta.

Mas a alegria durou pouco. No whatsapp, dezenas de mensagens traziam a última rodada da pesquisa FSB/BTG, com Jair Bolsonaro marcando 33 pontos na tomada estimulada e estratosféricos 30% na espontânea.

Claro que a comoção, primeiro com o atentado, depois com a segunda cirurgia, e ainda com a notícia da debilidade que tomou conta do paciente, o impedindo de se sentar sozinho ou mesmo de fazer a própria barba, influenciaram o cenário.

Também vale lembrar que há uma semana, de todas as tomadas, os números da FSB/BTG eram os mais altos. Datafolha, Ibope e Real Time Big Data devem sair nos próximos dias e, na proporção da semana passada, devem registrar Bolsonaro como preferido de pelo menos 1/3 do eleitorado.

A explicação para além da comoção com o atentado talvez seja a emoção do voto anti-petista. Se Lula preso reforça a emoção de seus seguidores, indicando que seu substituto estará no segundo turno, a recíproca é igual: gente tida como sensata, apavorada com a possibilidade de uma quinta vitória petista consecutiva, se sente no inferno e topa abraçar o capeta. Isto é, se dispõe a votar em Bolsonaro assumindo o risco de que seja a última vez.

É inútil estender comentários racionais, mostrando que Bolsonaro historicamente votou aliado ao PT, contra o Plano Real e as privatizações, a favor da manutenção de privilégios para deputados e corporações; que mesmo mais recentemente, já tutelado por Paulo Guedes, foi contra o cadastro positivo e se omitiu na votação do aumento de gastos e que, ainda mais grave, sua campanha admite interferir nos demais poderes, do Judiciário ao Legislativo, e até a possibilidade de autogolpe – manual clássico de ditadura. Mais que inútil, talvez possa inflamar a teimosia.

A única coisa que me ocorre é deixar estar. Me lembro de um homem sábio, advogado que lutou contra a ditadura, vendo sua filha única, ainda adolescente, apaixonada por um namorado truculento. Ele sabia que nada poderia fazer para mudar o coração da filha. E se conteve em um comentário: “entranho… criei você numa democracia e você escolhe a ditadura…” Pouco tempo depois o namoro acabou.

Programaticamente é o que farei. Se for o desejo da maioria escolher um déspota nada esclarecido, que assim seja. Paciência. Mensagem derradeira: campanha é namoro, dá para terminar sem grande trauma. Eleição é casamento.

Pragmaticamente, apelo de novo para que tirem as crianças da sala. Quero dizer: quem tem menos que doze pontos é criança, não pode andar no banco da frente e, por responsabilidade, deve apoiar a alternativa intermediária que pode vender os extremos no segundo-turno. Repito o que escrevi ontem: senhora e senhores, componham-se.

 
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Fernando Collor ensina

Uma tia querida repete a lição há décadas: o que você não aprende em casa, com carinho, vai aprender na rua, na pancada.

Claro que há exceções, gente que não aprende nunca. Exemplo: alguém que, ferido de faca, horas depois posa no hospital fazendo gesto de armas de fogo com as mãos.

Mas de modo geral o infortúnio ensina, e o exemplo vem de alguém que, entre os inúmeros defeitos, não se encontra o da burrice: Fernando Collor de Mello desistiu da candidatura a governador das Alagoas. Justificativa: falta de aliados.

Em seu lugar, conforme o prazo que se encerra amanhã, o palanque da oposição a Renan Filho no estado deve ficar com um candidato do PSDB, que apoiava Collor daquele jeito envergonhado. Mas isso é secundário.

A lição de Collor serve à corrida nacional. A disputa pela Presidência tem cinco candidatos ao centro declaradamente preocupados com o interesse público e obviamente preocupados com os próprios índices de intenção de voto: nenhum alcança dois dígitos.

Apostar numa virada como se deu em 2014 é imprudente. Naquela época a turma acreditava no Aécio e no PSDB. Isso acabou. Henrique Meirelles tem dinheiro, tempo de TV e equipe de comunicação de excelência – mas que não pode fazer milagre.

Marina Silva tem história, recall, Eduardo Jorge é o melhor vice e a chapa tem o melhor desempenho no segundo-turno. Mas a equipe de campanha não consegue sequer botar um frame na televisão dizendo “para deputado vote 18”.

Álvaro Dias segue às voltas com o pantone capilar para o próximo debate e João Amoedo parece decidido a morrer virgem.

Acima do grupo, com dois dígitos, só Ciro Gomes, que apresentou a melhor ideia de urgência para a economia até agora, o vulgarmente chamado SPCiro, também aparece bem no segundo-turno. Mas não tem apoio, continua boquirroto e terá que suar para conter o crescimento de Haddad no nordeste lulista.

Senhora e senhores, pelo amor dos filhinhos desta pátria, entendam-se. O prazo para combinar novas alianças é de 24 horas.

 

 

 
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Haddad no JN

Pode-se criticar o Jornal Nacional por tudo, exceto por injustiça. O jornalão da TV Globo recebeu ontem o agora candidato Fernando Haddad e repetiu, sem embargos, o mesmo papelão que fez com todos seus adversários na rodada original.

Para ficar em um ponto, William Bonner gastou quase um minuto inteiro elaborando uma pergunta onde repetiu, com pausas dramáticas, Lula-Dilma meia-dúzia de vezes e, quando o entrevistado tentou responder, interrompeu dizendo que ele desperdiçava a chance de esclarecer temas afeitos à sua campanha.

O âncora e editor precisa de uma folga. Talvez uma semana, dez dias de lua de mel, donde voltará mais leve e, quem sabe, o JN possa repetir a série de entrevistas de maneira civilizada.

Pode-se criticar Fernando Haddad por motivos diversos. Mas é injusto dizer que ele é Dilma. Muito mais parecido com a ex-presidenta é Jair Bolsonaro. Ainda que não seja tão ruim quanto ela, a semelhança do autoritarismo como cerne da personalidade, o histórico extremista e a dificuldade em expor um raciocínio se destacam em ambos.

Com a fogueira inquisitória espraiada por toda a ágora nacional, também é injusto criticar a candidatura de Fernando Haddad por ele pertencer ao PT, posto que casos de corrupção ou relações promiscuas com recursos públicos há em todos os partidos, sem exceção.

Também não foi mau ministro da Educação nem péssimo prefeito de São Paulo. Errou no planejamento do ministério e acertou na execução. Na prefeitura deu-se o inverso: foi bem no planejamento e mal no dia-a-dia. Mas o saldo, notadamente se comparado com o desempenho do sucessor, lhe é positivo, da zeladoria ao Plano Diretor, passando pelo combate a corrupção (Haddad fez a Controladoria e Doria não só desfez como coleciona denúncias e já é réu em processos).

A quem se interessar, escrevi em 2016 para a Folha um artigo analisando os prós e contras da gestão Haddad. Aqui.

A imprensa internacional elogia Haddad. O Wall Street Journal o considera um visionário. Bloomberg já lhe rendeu um prêmio e publicou que ele pode não ser o bicho-papão que o mercado brasileiro teme. E o Financial Times, ouvindo o oráculo acadêmico-liberal brasileiro Marcos Lisboa, presidente do Insper, anotou que o brimo é moderado.

Sugiro a quem deseja combater a candidatura petista de modo racional o foco em dois pontos: o papelão de aceitar ser fantoche do Lula e o vexame que seria um presidente da República ter que ir a Curitiba despachar quinzenalmente numa cela em Curitiba e, mais importante, a alternância de poder fundamental ao bom andamento da Democracia. Uma quinta eleição consecutiva do PT não seria sadia. (Também vale para o PSDB no estado de São Paulo, como já disse uma vez o presidente de honra do partido, Fernando Henrique Cardoso.)

 
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Aerotanque na rua

General Mourão evoluía razoavelmente no papel de apaziguador pós-atentado. Disse lá umas bobagens, mas reconheço que estava melhor do que antes. Elogiei aqui.

O problema da vivandeira é que é da natureza dela se alvoroçar. Sorte nossa, que vemos o tamanho da ameaça com clareza. Junto com Levy Fidelix, Mourão botou o aerotanque na rua.

Em agenda de campanha na quinta-feira, descreveu o plano de rever a Constituição sem submeter ao Legislativo. Tendo morado na Venezuela e sabendo exatamente como operou o esquema bolivariano de Hugo Chavez, que Bolsonaro elogiava como modelo para o Brasil, basta ligar lé com cré para perceber o ato-falho do general: a receita é igual.

Vale lembrar que o Bolsonaro já propôs dobrar o número de ministros do STF, escolhendo uns dez dele para controlar a corte suprema do Judiciário.

E ainda não veio o imprescindível desmentido do Mourão sobre ter dossiês produzidos pelas Forças Armadas  para usar contra os adversários em campanha, conforme deu O Antagonista durante a semana. O comandante geral do Exército, general Villas Boas – ou “VB”, como Hamiltinho prefere –, até agora também não disse nada. É aterrador.

Ficou claro que, na tenentada instalada na campanha, com o príncipe acusando Bebianno e seu sócio Julian Lemos de agiotagem partidária, a prole do candidato assustada com o aerotanque, o aerotanque atropelando o liberal Paulo Guedes, tudo saiu do controle. Já vimos este filme.

Encerro com uma passagem que pode despertar o raciocínio de quem está achando tudo normal pelo simples fato de que confia num governo autoritário militar:

Em palestra num clube de São Paulo, o príncipe Luiz Phillipe de Orleans e Bragança, que quase foi vice do Bolso, defendeu o mesmo modelo de revisão constitucional apresentado por Mourão. Perguntado pela sócia Maria Cecília Alcântara e Silva se a liberalidade valeria também para um governo petista, sua alteza passou para o próximo slide.

 
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Santinho do pau oco

A campanha de rua tradicionalmente é mais forte nos rincões, favelas, periferias. Mas esse vazio pelas cidades é incomum mesmo em tempos de rede social e crescente apatia política.

Claro que a bem-vinda regra que permite impulsionamento virtual melhorou a comunicação das campanhas. O WhatsApp transformou a pedra que caía no centro do lago, reverberando lentamente a mensagem até as bordas, em um amplo pedregulho, capaz de esparramar a decisão tomada numa sala, com meia dúzia de caciques, pelo país inteiro em questão de minutos. Militar pelo computador também é bem mais confortável do que “amassar barro”. A sustentabilidade agradece.

Mas o fato é que não se destacam carros com adesivos, casas com bandeiras e, menos ainda, gente distribuindo santinhos nas esquinas.

Curiosamente, segundo a Folha de São Paulo, até 30 de agosto o pódio das despesas de campanha estava assim: R$ 22,3 milhões em material gráfico, R$ 13 milhões em audiovisual, R$ 1,1 milhão em impulsionamento.

Recentemente precisei fazer cartões de visita. Minha amiga-irmã e designer Aninha Castanho tratou de tudo. No fim das contas, imprimir cem ou mil cartões não fazia grande diferença do ponto de vista do custo financeiro. Mesmo considerando papel e acabamento refinado, a conta ficava em torno de uns cem reais. Acabei ganhando de presente. Sei que fica deselegante comentar o preço, mas é preciso contextualizar.

Botando isso em escala e guardando as proporções de custo de material, podemos ter ideia do que é possível rodar com 22 milhões de reais.

Lembrando que as gráficas foram e são alvo de investigação de lavagem de dinheiro de campanhas eleitorais, e que 89% das empresas listadas no site do TSE têm problemas na Receita Federal e na Secretaria da Fazenda, surge um palpite inexorável do destino que o fundão eleitoral.

Para encerrar, os institutos Ethos e IBRACEM propuseram às campanhas uma carta compromisso por Contratações Limpas nas Eleições. Qualquer CNPJ pode aderir. O resultado você pode ver aqui. Mas já adianto: ainda não há signatários.

 
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Moneytalks

A regra é clara: moneytalks. Não é papo de roqueiro, contracultura, nada disso. É o princípio de todo e qualquer player do mercado. Quer dizer o seguinte: a fé das pessoas em relação às apostas que fazem é proporcional às fichas que elas botam sobre a mesa.

No DataCoco (minha pesquisa matinal depois de correr no parque, ouvindo turma do mercado financeiro ainda sob o efeito da endorfina), Geraldo Alckmin é o candidato predileto. Em apuração direta ou lendo a grande imprensa, verifico a mesma coisa.

Mas uma olhada rápida sobre os cheques assinados até agora prova que o desejo está bem distante do compromisso. 98% de todo dinheiro que entrou na conta do tucano até o dia 11 de setembro veio do fundão eleitoral.

Na vaquinha virtual Bolsonaro é líder disparado, com mais de R$ 1 milhão. Lula (Haddad) vem colado, acima de R$ 800 mil. Alckmin tem por volta de R$ 60 mil.

E a região tradicionalmente azul do mapa eleitoral brasileiro, Sul e Sudeste, escolhida como trincheira do primeiro turno pelo ninho tucano, ruiu. Em São Paulo, Bolsonaro lidera. No Paraná, Beto Richa está preso. No Rio Grande do Sul, estado da vice Ana Amélia, o PP, partido da vice Ana Amélia, rompeu com o PSDB e perfilou Bolsonaro.

 
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O dilema de Haddad

O dilema de Fernando está além de ser Haddad e não Andrade. Na cidade de São Paulo, que guarda muitas semelhanças com a eleição nacional, em 2012 ele era ainda mais poste do que é hoje e superou bem a dificuldade.

Em 2016 não foi reeleito, é verdade. Mal avaliado, ainda tinha que carregar o PT na garupa da bicicleta. Mas também é verdade que nunca ninguém foi reeleito em Piratininga. (Kassab não conta: em 2008 foi reeleito o governo Serra, tucano que havia renunciado aos quinze meses de gestão; entre 2009 e 2012 Kassab de fato assumiu e moeu a própria imagem, nunca mais se elegendo para nada.)

Agora é 2018, a fogueira da corrupção se alastrou e sobrou para todo mundo. A lenha do PT, já em brasa, faz o povo lembrar da picanha que comia na era Lula. Tanto é que 39% gostariam de votar nele de novo. A lógica é: se todo mundo rouba, voto em quem me convidou para o churrasco.

O dilema de Haddad é encarnar Lula na esperança de cair nas graças do PT raiz ou se libertar mostrando que tem luz própria.  Decisão difícil e eleitoralmente arriscada.

Na primeira hipótese terá que enfrentar o ciúme e a fúria de um cão fiel de Lula que está sem coleira ou tornozeleira: José Dirceu. Também daria motivos para Gleisi Hoffman, presidente do PT, expor motivos racionais para sabotar a própria campanha nacional. Ambos são seus desafetos.

Optando pela segunda alternativa, teria que lembrar aos banqueiros como estes foram prósperos sob Lula e convencer o mercado como um todo que concorda em reformar a Previdência, atacando privilégios. Com a população as duas coisas são mais fáceis.

O problema é: se disser perde o PT. Se não disser, vira Dilma. O craque Demétrio Magnoli escreveu melhor a respeito n’O Globo, que também trouxe uma observação tenaz do Lauro Jardim. Lula escreveu que Haddad “até este momento desempenhou com extrema lealdade o papel de candidato a vice-presidente”. “Até este momento”, companheiro?

 
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Chegou o general da banda?

Com Bolsonaro convalescendo, Hamilton Mourão assume o protagonismo da campanha nas ruas. Em que pese o brilho no olhar, não parece ser um golpe de baioneta logo após a facada, mas puro e simples obediência à missão.

Assisti a duas entrevistas do general e faço questão de elogiar alguns pontos. Na Globo News, onde um volume sob o braço esquerdo parecia ocultar um Colt .45, Mourão falou da Renda Básica (só os programas de Marina e Bolsonaro citam a alternativa, festejada de Davos à Porto Alegre), defendeu cotas raciais em universidades, manutenção do Bolsa Família e, tendo vivido por dois anos na Venezuela, deu uma aula sobre como já no princípio era evidente o plano bolivariano de Hugo Chavez, então elogiado por Jair Bolsonaro.

À Rádio Bandeirantes Mourão também falou e defendeu as Forças Armadas como referencia de ordem. Ora, general, aí também não… Desde 1889 os militares são bastante desobedientes. Confirme com o príncipe. E continuaram com o tenentismo dos anos 1920, que derivou na intentona comunista de 1935, marcharam com a ditadura do Estado Novo, tentaram outras vezes até que em 1964 outro Mourão desobedeceu todo mundo e, lá de Juiz de Fora (!), marchou para derrubar João Goulart.

Inclusive o senhor, general, teve que tomar puxão de orelha da Dilma e do amigo Villas-Boas por “se sentir maior do que a cadeira”, como teve a grandeza de reconhecer.

 
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Michelouco no estúdio?

O presidente Michel Temer não vai gravar mais nada? Estava indo tão bem… A bronca com Guilherme Afif sobre os fundos do Sebrae de fato não precisava, pelos jornais bastou.

Mas e o João Doria? Depois de ultrapassado por Paulo Skaf na corrida paulista, resolveu atropelar Temer. Ataca o emedebista dizendo que ele é o candidato do Temer.

Palpite? Elsinho já está gravando Michelouco contando como articulou, com Doria, Bolinha, Aceminho para que ele fosse o candidato tucano ao Planalto. Será? Vou reativar minha conta no Twitter.

 
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