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Sobre pastores e rebanhos

Se é verdade que a voz do povo é a voz de Deus, os intermediários não estão prestando atenção no que Ele diz. Sendo católico falo da minha igreja, na esperança de alcançar os líderes que reunidos para escolher o próximo papa.

No mês de julho deste ano mais de dois milhões de católicos na flor da idade vão se encontrar no Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude. Os organizadores mandaram confeccionar um número equivalente de camisetas azuis, muito bonitas por sinal, com o Cristo Redentor, a Cruz e um coração estampados no peito. Mas  evidentemente nenhuma camisinha, que seguem proibindo.

O tema deste ano é um versículo do Evangelho de Mateus: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações.” Nada obstando a possibilidade de dupla interpretação em relação a “fazer discípulos”, a chance de acontecer uma concepção entre dois milhões de jovens, ainda por cima no Rio de Janeiro, me parece considerável. Mas a camisinha continua proibida.

O conjunto da festa é tão desconexo que parece antes provação do que celebração. Reunir milhões de jovens na Cidade Maravilhosa e esperar deles a castidade é a mesma coisa que cobrar de uma foca que recuse sardinhas.

A igreja Católica repete a Câmara Federal. Em Brasília botaram dois mensaleiros condenados, João Paulo Cunha e José Genoíno, na Comissão de Constituição e Justiça; o ex-futuro ministro denunciado Gabriel Chalita vai para a de Educação; e um certo Marco Feliciano, notório homofóbico, racista e sexista presidir a de Direitos Humanos. Maior falta de sintonia entre representantes e representados, impossível.

Quanto mais os pastores se afastam do rebanho, menos o rebanho espera dos pastores. Este distanciamento num primeiro momento até contempla os maus pastores, mais interessados, digamos, no pastoreio individual do que nos interesses coletivos. Pobres diabos. Não percebem que quando a distância é demais, o rebanho se dispersa. E não existe pastor sem rebanho.

 
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4 Comments  comments 

4 Respostas

  1. Alfredo Pallavicini

    Muito bom, Léo, na mosca!

  2. Rafael capucho

    Amigo na boa pelo jeito você não entende nada da verdadeira fé católica,pra entender um pouco sobre castidade leias os trabalhos de teologia do copo de João paulo II ,existem comunidades católicas uma delas a Canção Nova onde pasme as pessoas vivem em castidade .Destribuir preservativos em um vento que busca justamente levar os jovens a um encontro com deus me soa no mínimo controverso .Aliás você fala de um assunto que pelo jeito não tem o mínimo de conhecimento , a quantas JMJ você ja foi ?Vendo esse seu artigo só posso lhe dizer uma coisa o testemunho d jovens que verdadeiramente vivem a fé católica e pregam si a castidade e a sadia convivência entre homens e mulheres ainda calará o mundo,.

    • Léo Coutinho

      Olá, Fael, obrigado pela visita e pelo comentário.
      Distribuir autorizar preservativos não tira ninguém da castidade. Igual a um colete salva-vidas: ele não quer o naufrágio, mas pode ser muito útil em caso de emergência.