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O mesmo filme

E o presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves, que não é dos mais preocupados com a opinião pública, prometeu uma solução para o caso do colega Marco Feliciano, declarando que diante da situação insustentável a responsabilidade passa a ser da Presidência da Casa.

Desde que o pastor tomou posse como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, todo tipo de protesto rolou. Da moderna petição eletrônica até os tradicionais piquetes, fizeram de tudo, até beijaço. A mais divertida delas foi a charge do Angeli hoje na Folha, com Jesus Cristo na ordem do dia das minorias. Mas sua excelência dá de ombros e garante que não renuncia “de maneira alguma”.

Eu também dou de ombros. Sinceramente, para mim este infeliz na Presidência Comissão de Direitos Humanos é absurdo demais para ser verdade. Digo, creio numa segunda intenção, qual seja tirar os holofotes das outras comissões, notadamente a de Constituição e Justiça. Poderia falar da de Educação, esta a mais importante de todas porque a tudo precede, que será presidida pelo deputado Gabriel Chalita, investigado em São Paulo por denúncias de outro tipo de comissão – com o perdão do trocadilho. Né, Vanderlei?

Mas lá dentro da Câmara os deputados consideram que a mais importante das comissões é a de Constituição e Justiça, que como diz o nome analisa questões constitucionais e legais, por exemplo se os deputados condenados pelo Supremo Tribunal Federal devem ou não perder o mandato. E quais deles integram justamente esta comissão? Os mensaleiros José Genoíno e João Paulo Cunha. Antes deles assumirem o debate é se poderiam continuar deputados. Agora vão ajudar a decidir. E sabe quem mais? O Paulo Maluf. Pode?

Olhando o quadro pelo que sabemos das figuras, isto é, pelo que a imprensa mostrou e o Supremo entendeu que eles fizeram, Genoíno condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, e o Cunha por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, não pode ser condenado o cristão que, para desvendar a motivação verdadeira do pastor Marco Feliciano, imagine estar assistindo o mesmo filme da compra de apoio.

 
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