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Viva o Brasil Real!

Já deve ter acontecido com você que tem mais ou menos trinta anos: rodando no seu carro, com o combustível na reserva, com aquele frio na barriga sem saber se no caminho surgirá um posto para abastecer. Nesse momento você para de prestar atenção na direção planejada e só pensa em encontrar uma saída para encher o tanque.

Era assim que a maioria das famílias brasileiras vivia o dia-a-dia há vinte anos, mas em relação a todas, absolutamente todas as contas. Com a inflação, o dinheiro, na metade do mês, entrava na reserva, e para chegar ao dia 30 era um sufoco que impedia qualquer tipo de planejamento. O futuro se tornava algo secundário ante a urgência do presente.

O Brasil ter sobrevivido a tantos anos de hiperinflação pode ser considerado um milagre, atestando que Deus é brasileiro. Tratar de manter as crianças nas escolas, públicas ou privadas, era mais importante do que a qualidade da educação. Com a saúde é a mesma coisa. Infraestrutura, cultura, lazer, meio-ambiente e outras agendas fundamentais eram tratadas como algo supérfluo.

Instituir a democracia nesse cenário seria impensável. Impossível. Deve ter sido a primeira conclusão do nosso “presidente acidental”, Fernando Henrique Cardoso, quando desligou o telefonema interurbano com o então presidente Itamar Franco comunicando que de Chanceler ele se tornara Ministro da Fazenda.

Daí para a concepção do Plano Real, que neste 1º de julho completa vinte anos, foi necessário muito trabalho e vontade política. “Sem surpresas, nem confisco, nem congelamento, sem mexer na poupança”, como insistiam todos os fracassados pacotes anteriores, o Real ganhou a confiança dos brasileiros e do mundo por ser absolutamente transparente. Os avanços econômicos e sociais proporcionados pela seriedade são incontestáveis.

Porém, as comemorações dessas duas décadas de estabildade acontecem em meio a um desgoverno lamentável. A contabilidade criativa do governo petista despertou o dragão da inflação, que volta a assombrar os brasileiros. Qualquer um que vá ao supermercado sente seu hálito pavoroso quando entra na fila do caixa.

O resultado é neymatogrossiano: “se corer o bicho pega, se ficar o bicho come”. Sem credibilidade não há investimentos e, com efeito, não há desenvolvimento. E, mesmo que houvesse, a infraestrutura não suportaria. Não temos energia para produzir nem estradas, portos e aeroportos para escoar a producão. Daí esse fenômeno apelidado pelo José Serra de estagnainflação, isto é: economia sentada e inflação a passos largos.

Por isso ao Brasil não adianta corer ou ficar, porque o bicho está pegando. Para domar o dragão da inflação e devolver a estabilidade e o desenvolvimento social e democratico aos brasileiros é preciso mudar o governo. E todas  as pesquisas indicam que estamos a caminho.

Viva o Brasil Real!

 
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