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A natimorta bolsa-esposa

A ideia da Câmara Federal pagar bilhetes aéreos para cônjuges de suas excelências caiu. Não caísse, mais cedo ou mais tarde caía um avião.

Apelidada de “bolsa-esposa”, a proposta vai contra os princípios da corte. Quem conhece Brasília pode imaginar o inconveniente que seria para o funcionamento normal do Distrito Federal a presença semanal das legítimas.

Notem que no Senado, que é menor e mais organizado, nem brincaram com um troço desses. Uma história comum serve para ilustrar. O cabeça de chapa era um nome forte, cotado para ministro. O suplente era rico e patrocinou a campanha em troca de um ano de Salão Azul. O saldo de sete anos do mandato ficaria para o segundo suplente, que atenderia melhor aos interesses do governo. Só gorou porque o primeiro suplente, ao se ver solteiro três dias por semana em Brasília, gostou demais para cumprir o trato. E ficou os oito anos.

Outro causo mais manjado também serve como ilustração, mas de como seria a regra em vigor. Uma turma de amigos costumava ir ao Pantanal pescar uma vez por ano. Passavam duas semanas num rancho, programa de homem, nunca levaram as mulheres. Até que um dia veio a novela, a Juma Marruá, elas ficaram curiosas e insistiram para conhecer. Sem alternativa, o hidroavião aportou na fazenda e a turma começou o desembarque auxiliada por um peão, que olhou bem para o time e comentou com o patrão: – “Ê, seu Sérgio, putada véia dessa vez, hem?”

 
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