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Microcontos da mobilidade urbana – baseados em fatos

Nostalgia de São Petesburgo

Algo cansada do city-tour pelo Centro de São Paulo, uma senhorinha da classe-média acompanha seu grupo entre os gradis de uma fila. Entre desavisada e ansiosa pelo retorno, se vê no átrio do Centro Cultural Banco do Brasil e exclama: “Mas isto é que é Metrô! Muito mais bonito do que aquele da Praça da Sé!”

No food-truck e deboísmo

O casal chega ao food-truck com fome e, principalmente, sede.

-       Bom dia, chefe, o que pode ser aqui?

-       Olha, amigo, a gente costuma ter sucos, sanduiches naturais, saladas de frutas, vitaminas. Mas hoje o patrão não deu notícia, o fornecedor não veio, então viemos para cá e até agora estamos sem nada, só de boa.

Classe econômica

Choveu e a empregada, atrasada, foi se explicar à patroa:

-       Dona Iaiá, a senhora não acredita. Quatro horas da minha casa até aqui. Me deu até câimbra de tanto tempo parada.”

-       Câimbra? Não pode! Você tem que aproveitar quando o ônibus está devagar para passear pelo corredor. Aprendi quando fui à Miami de econômica.

Media training

O candidato à vereador é questionado por um amigo:

-       Você tem que manjar de povo. Sabe, por exemplo, quanto custa um ônibus?

-       Claro. O urbano comum deve estar por volta de uns cem mil dólares. Já o rodoviário, depende do acabamento.

Digestivo

O advogado bradava:

-       Não tem cabimento esses motoqueiros pela cidade! Hoje um quase arranca o meu retrovisor! São loucos, não respeitam a própria vida!

Toca o telefone. Do escritório, o estagiário avisa que a peça está pronta. Ele tem que assinar para não perder o prazo.

-       Então manda o motoqueiro trazer aqui no restaurante! Pra ontem!

Serviço

Moradora do Jardim Europa, ela precisava ir ao Zarvos ver uns papéis no escritório da família. Ouviu dizer que o amarelinho, Parque Dom Pedro, que passa ali na Cidade Jardim, a deixaria quase defronte ao prédio, e topou o desafio. Antes de atravessar a Brasil tocou a campainha e o motorista encostou no ponto adiante. Ninguém saltou. Na subida da Augusta, tocou de novo, e de novo ninguém saltou. Na parada do Conjunto Nacional, como ela insistia, o cobrador perguntou:

-       A senhora vai descer ou o que?

-       Sim, vou saltar lá na cidade.

-       Mas então por que está tocando a campainha desde já?

-       Ah, sim… Quero ver quem pode fechar essa janela, porque o vento está me incomodando. O senhor faz a gentileza?

 

 
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