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O grande encontro

O Grande Encontro é o nome de uma coleção que juntou os melhores da música popular brasileira. Pegavam umas coisas do Caymmi aqui, outras do Tom acolá, e botavam para conversar num mesmo álbum. São conversas deliciosos que aconteceram na cabeça de algum produtor (alguém me ajuda?) e a Sony BMG lançou.

Mas o grande encontro que eu quero cantar está em gestação na cidade de São Paulo. Os nossos dois maiores arquitetos vão se encontrar além do tempo no Parque do Ibirapuera. Os dois Pritzker brasileiros, Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha. O primeiro é o autor do projeto e o segundo prepara a intervenção que vai transformar o portão três na entrada principal do parque.

Segundo a reportagem da coluna da Monica Bergamo, o estacionamento desaparece e em seu lugar nasce uma praça cívica, de solo permeável, ligando o Auditório à Marquise e à Oca.

Mas convém lembrar que o parque não acaba onde termina. O Obelisco, ali em frente, e o MAC, do outro lado, são parte do complexo. E, como os planos do Paulo Mendes da Rocha  incluem melhorias nos equipamentos de mobilidade, como ponto de ônibus e de taxi, é fundamental instalar uma faixa de pedestres que enfim ligue o parque à praça do Obelisco com seus simbólicos 1932 metros quadrados de gramado, bem como ao MAC, do lado de lá, hoje só acessível pela passarela.

Outro disco da coleção O Grande Encontro reuniu Maria Creuza, Toquinho e Vinícius, nosso Poetinha que disse: “A vida é a arte do encontro”. A ironia é que ele também disse que “São Paulo é o tumulo do samba”.  Logo ele, parceiro do Adoniran e poeta admirado pelo Paulo Vanzolini. Enfim, como o carnaval que está nas ruas aconteceu o inverso. E perdoamos, claro.

A cidade que quer cada vez mais se encontrar hoje comemora e agradece.

 
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