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#Montoro100

E essa turma toda se reunindo em rodas de conversa, debates, conferências, formando chapas para ocupar espaço nos conselhos mais variados, de governos, entidades, comunidades, coletivos, clubes, escolas? Parece até que as reuniões de condomínio têm dado quórum. Há um sentimento de participação no ar.

Será a Democracia que prospera? As pessoas querendo exercer seu poder, descentralizando as decisões? Será enfim o sonho coletivo se tornando realidade?

Quantas hortas comunitárias acontecendo! Há por aí distribuição de mudas, tanques espalhados pelas ruas com temperos, verduras. Jardins em que todos são convidados a cultivar e compartilhar a produção. Vídeos tutoriais ensinando os cuidados fundamentais florescem no YouTube. Um advogado cuida de um canteiro na Avenida Paulista. A primeira-dama dos Estados Unidos tem outro na Casa Branca.

E a merenda? A Secretaria de Educação convidou uma chef de cozinha muito popular, nascida no Bexiga e com restaurante no Copan, para criar receitas caseiras e estimular a participação das mães dos alunos em tudo que envolve as refeições dos filhos.

Viu o papa dizendo que a Igreja devia desculpas às mulheres, aos negros, ao homossexuais? Leu a encíclica em defesa do que ele chamou de “A casa comum?” Pois é, o meio-ambiente agora é entendido assim, a casa de todos nós, uma coisa só, sólida, solidária, eu, tu, nós, vós, eles, as tartarugas, os micos-leões, a ararinha-azul. E a água, fundamental para a vida, a água que nos uniu ao longo da história, finalmente vem tendo a devida atenção de todos os povos.

A América Latina passou por um período esquisito. Populismo e autoritarismo mostraram suas garras. Mas há sinais de que vai se organizar e sair unida desse desvio. Inclusive da nossa parte houve uma mudança brusca e o novo chanceler estreou falando em união latino-americana e hidrovias ligando as nações.

Ah, olha, no mundo inteiro as pessoas vivem nas cidades. É um fenômeno. O urbanismo é o que vai definir as políticas públicas. E cada vez mais os municípios reivindicam suas responsabilidades. Querem autonomia para cuidar da vida das pessoas, e as pessoas querem cuidar dos seus municípios, que afinal é onde elas vivem.

Inclusive aqui em São Paulo o governador segue tocando o conceito de descentralização da gestão. Cria novas regiões administrativas, unindo municípios de acordo com suas afinidades, e delega as decisões regionais para os conselhos de prefeitos, que por sua vez ouvem a sociedade.

E até o pessoal que manobra loucamente os tais capitais voláteis de alguma maneira parece que entrou em sintonia. O número um deles, chefe de um fundão que seria o quarto PIB do mundo, vem dizendo que esse modelo de produzir e consumir sem parar acabaria explodindo o planeta. Propõe que emprego, desenvolvimento social e distribuição de renda sejam criados a partir do que chamam “economia criativa”, com cultura e turismo à frente. Jovens de toda parte criam sistemas aplicativos capazes de conectar pessoas que desejam compartilhar serviços, se locomover, ampliar o conhecimento.

Pois é, tio André, como diria um sul-americano “yo no creo en bujas, pero que las hay, las hay.”

Hoje celebramos cem anos do seu nascimento e tudo o que você falou está na ordem do dia. Nossa luta continua.

 
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1 Comment  comments 

Uma resposta

  1. Marco Aurélio Manuppella

    Meu ídolo maior
    André Franco Montoro