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A pulseira de aço do ministro

Hoje assisti a Miriam Leitão entrevistando o novo ministro da Justiça, Torquato Jardim. Assustador. Ela começa pontuando que pretende preencher lacunas identificadas nas entrevistas que ele deu desde a posse. E ele retribui com um desfile de cinismo.

O ministro que até então ocupava a pasta da Transparência, responsável entre outras coisas por melhorar as práticas do exercício das autoridades, considera a reunião clandestina entre o Presidento e Joesley no Jaburu algo que pode se atribuir à “cultura parlamentar”, onde a informalidade impera e sem a qual um deputado não se reelege.

Ainda a respeito da reunião subterrânea, para ele o fato de um empresário polinvestigado usar um codinome para entrar na residência oficial do presidente da República, como se esta fosse um speak-easy, para ele foi só uma “quebra de segurança”.

Sobre a possibilidade de intervir na Polícia Federal ou junto aos tribunais superiores para ajudar na defesa do Governo, disse que se tivesse esse poder voltaria à iniciativa privada. O que isso significa?

A ditadura militar ele definiu como “um regime forte”.

Segurança pública, presídios, drogas? “Ainda vou fazer a lição de casa.”

Temer usar uma Medida Provisória para manter privilégio de foro para o Moreira Franco, na mesma linha que Dilma fez para o Lula?  “Parte do embate democrático.”

Estamos mal.

Parte boa? O ministro é dado a acessórios extravagantes. Usa uns anéis grossos e, no pulso esquerdo, uma pulseira de grossa e rígida de metal prateado. Fico imaginando seus pares de Esplanada olhando para ela durante as reuniões e sentindo calafrios.

 
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