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Renúncia é sinal de fraqueza?

Hoje na Folha o Leandro Colon falou sobre a renúncia. Diz que criou-se no Brasil o estigma de que que renunciar é sinal de fraqueza – e que por isso o Presidento não renuncia. Está certo sobre o estigma. Mas suspeito que a teimosia –  para mim mais de um ano atrasada (memória) – seja antes medo de algema do que outra coisa.

Por que está certo sobre a renúncia? Porque quando está forte o governante brasileiro não pensa duas vezes antes de renunciar. Já aconteceu com a maioria dos mais destacados. Já falei aqui. E há quem vá além.

A Nação não se lembra da renúncia do vereador Franco Montoro. Pena. Quem conta bem a história é Jorge da Cunha Lima e Ricardo Montoro, aos treze minutos do documentário produzido pela Zita Carvalhosa e narrado pela Mônica Montoro, nossa Moninha querida. Aqui. Escandalizado com o colega Wiliam Salem que trocava cheques por votos em plenário, subiu à tribuna e renunciou. Era seu primeiro mandato.

Jorge da Cunha Lima: “Aquela Câmara não correspondeu eticamente aos preceitos dele. Ele renunciou. Todo mundo falou: é louco, nem começa na política e já renuncia. Mas isso foi o que deu força a ele para depois ser um candidato muito importante a deputado e até presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo. Quer dizer, a carreira política dele estava marcada.”

Em 2009 a Câmara Federal publicou um dos volumes da Série Perfis Parlamentares – Franco Montoro, organizado pelo Jorge da Cunha Lima. Michel Temer era o presidente da casa. Das duas uma: não leu ou já era tarde.

Ainda: o atual ministro Bruno Araújo, tucano do Pernambuco, há um ano dizia que renunciaria ao mandato de deputado federal se Dilma renunciasse ao de presidente. O que ele está esperando para levar a ideia ao Presidento?

Mais: a posição do PSDB não poderia ser mais ridícula. Primeiro diz que precisa esperar o TSE falar sobre a ação de cassação da chapa Presidenta-Presidento, proposta pelos próprios tucanos. Sendo que tesoureiros do PT estão presos. E como se o escândalo atual, da reunião, da gravação da conversa do Temer com o Joesley, da MP do foro para o Moreira Franco, tivessem relação direta com a decisão. Infame, vexatório, para dizer o mínimo.

 
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