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Pedalada narrativa

Dilma e o lulopetismo caíram pelas pedaladas fiscais, auge da chamada contabilidade criativa, artimanha usada para fazer os números trabalharem de acordo com determinado argumento. O resultado está aí: 14 milhões de desempregados e impeachment.

Agora as mesmas pessoas que perdoam no Presidento os pecados que usaram para condenar a Presidenta, lançam mão do artifício para justificar a incoerência.

Oficialmente é a pedalada narrativa.

Eis o que diz o Painel da Folha: “Peso pena – Nomes do PSDB fizeram levantamento que insinua que os tucanos que cobram o desembarque do governo Temer são nanicos. Dizem que os 16 que defenderam a permanência da sigla na base aliada, em reunião na segunda (12), somam 46,1 milhões de votos. Os que pediram a saída, 2,7 milhões.”

Mesclar numa conta os votos recebidos por candidaturas majoritárias (governador, prefeito, senador) para comparação com as proporcionais (deputados federais) é no mínimo esdrúxulo. Principalmente quando se nota que, na Câmara, onde a denúncia da PGR será autorizada ou não, votam os deputados federais – e todo o eleitorado saberá como votou cada um.

Ainda: quando o Judiciário enviar a denúncia ao Legislativo, diferentemente dos pedidos de impeachment o presidente da Câmara não tem como engavetar. O regimento manda que o processo siga direto para a CCJ, que tem prazo certo para trabalhar e devolver ao plenário onde, de novo, saberemos como votará cada deputado. São necessários três quintos dos votos para aprovar a abertura.

Será a primeira vez na História que o Presidente da República é denunciado por crime comum, incluindo lavagem de dinheiro, obstrução de Justiça e formação de quadrilha. Tornado réu, deve ser automaticamente afastado por seis meses.

Curiosamente, mesmo sob o risco da votação aberta, a base do governo planeja acelerar os trâmites. Para eles, cada a semana que passa uma denúncia ou delação nova pode surgir, agravando a situação.

 
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