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Notas Soltas

Grelha nele?

Todo churrasqueiro precisa de uma grelha, que não é outra coisa senão uma grade. Joesley Batista, o rei da carne, me parece bem próximo dela.

Nos últimos setenta e poucos dias o Brasil tentou compreender o que foi sua delação. Misturamos tudo. Acordo de leniência, que é da pessoa jurídica. Fatores políticos. Compra de moeda estrangeira que rendeu milhões. Comparação com outros delatores que estão presos enquanto ele, Joesley, se pirulitou para os Estados Unidos.

É complicado mesmo. E como se não bastasse, de hora em hora a coisa piora.

Hoje soubemos que as contas Lula e Dilma, que somavam 150 milhões de dólares na Suiça, estavam em nome de uma offshore controlada por Joesley e que foram usadas para pagar despesas e investimentos pessoais da família Batista. Apê em Nova York, duas lanchas, o suntuoso casamento para o qual ergueram um Taj Mahal na Vila Leopoldina (Michel Temer estava lá).

Parece que a gaita toda foi repatriada e rendeu à viúva algo em torno de vinte milhões de dinheiros. (Estranho. Parente de político não pode repatriar, mas comprador de político pode?) E que, na verdade, as tais contas Lula e Dilma eram uma reserva para alimentar os jacarés lulopetistas.

Ocorre que, se não me engano, um acordo de delação implica em dizer a verdade absoluta. Uma mentira isolada basta para melar o todo. Então pergunto aos amigos criminalistas: com a nova versão sobre as contas não é o caso do Janot suspender o acordo e guardar o Joesley atrás da grelha, digo, das grades, até saber o que de fato é fato?

E mais distante mas não menos importante, cadê a CVM que não fala sobre a compra dos dólares na véspera do estouro da boiada?

Por falar em grelha

O ex-presidente do Banco do Brasil, Ademir Bendine, verá o sol deste 29 de julho nascer atrás da grelha. Há vasta reportagem sobre o banqueiro nos jornais. As mais divertidas falam da Val do Frango, ou Marchiori, uma dama do café soçaite que se destacou pela ostentação.

Churrasco de frango é ótimo. Asinhas, drumetes. Fecha parenteses.

Segundo a Folha apurou, Bendine aprovou no BB financiamento de caminhões e um Porsche Cayenne S para Val. Juros de 4% ao ano. E você aí pedalando no cartão. Ela, que já dera calote no banco, precisou da ajuda do amigo para liberar o dinheiro que viria do BNDES.

E por falar em Porsche ou Maquiavel Olivetto 

Deu o que falar a entrevista do Olivetto à BBC. Igual ao Nicolau, o Maquiavel, tudo o que sir Washington fez foi constatar a verdade sobre a publicidade, que só funciona quando encontra sintonia com a sociedade. Se a sociedade é machista, a publicidade também será, ainda que sem perder a ternura.

Pênalti mesmo só a observação sobre o Porsche. Ele disse que todo mundo que tem Porsche tem mulher, e nem todo mundo que tem mulher tem Porsche. Trecho bobo. E falso. Conheço gente com mais de um Porsche – ou coisa que o valha – que não consegue uma gatinha sequer. Também conheço nego pedestre que as minas disputam a tapa e ainda pagam o chope. Paciência. Ninguém é 100%. Nem os cavaleiros da rainha.

Indo direto ao ponto, ele propôs um basta aos clichês. Está certo. Beijo no coração é de matar. Simplesmente parem. E o tal empoderamento feminino… Ora, ao longo de toda a história nunca houve ser mais poderoso do que a mulher. Os homens compram Porsche por causa disso. Mas se as mulheres também flertam historicamente com o machismo, fazer o que? A musa Fernanda Lima disse isso outro dia e ninguém chiou.

 
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3 Comments  comments 

3 Respostas

  1. Nelson Aparecido Botton

    Cê tá cada dia melhor. Mas, quanto ao W.O. Brasil- Esta visão tacanha mercantilística de que a publicidade é só um reflexo, chega ser a própria negação da arte. Não discuto que este mercado é medíocre e os espertos se dão muito bem, mas tem uma salvação de consciência porque é capaz de criar tendencias ou ( sic) novos mercados. Mas, que é W.O? Um camelô midiático.É só.