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Será salto?

Era 1922 quando o Paulo Prado, que não era artista mas era rico e sabia a arte de gastar, contratou uma claque para vaiar a abertura da Semana de Arte Moderna no Teatro Municipal de São Paulo.

A vaia, calculada, era a favor. Criando resistência, criou polêmica e botou a modernidade na pauta da cidade e do país. A Paulicéia Desvairada tem hoje um PIB maior que o da Argentina em função desse salto.

95 anos depois vemos um banco multinacional, muito mais rico do que os Prado foram, e que vem lá da terra do Picasso, do Dalí, do Cervantes, arregar para meia dúzia de reacionários mirins, cancelando uma exposição em sua sede de Porto Alegre. Guto Lacaz, artista genial, fez uma homenagem aos banqueiros. Está nas redes.

Minha esperança? Que esses passos à ré sejam tomada de impulso para um novo salto. Se a cultura é cíclica, os anos vinte hão de voltar.

 
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