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Apatia preocupa – e a Eurasia concorda

No 17 de dezembro de 2017 publiquei nota no Facebook com parte de um estudo que fiz para clientes. Era a véspera do segundo turno da eleição presidencial no Chile. Minha preocupação era em relação ao baixo comparecimento dos eleitores no primeiro turno. E com casos semelhantes em eleições brasileiras.

No dia seguinte os chilenos se levantaram e foram votar. O problema, no Brasil, é saber quem chega ao segundo turno.

Ainda: em números totais as abstenções podem cair nas eleições de outubro, fruto do recadastramento, avanço da biometria etc. Mas proporcionalmente o fenômeno pode crescer. E não só aqui.

A Eurásia, uma das consultorias de risco político mais prestigiadas do mundo, colocou a apatia entre o que chamaram de TOP RISKS FOR 2018.

Destaco trecho do Risco 6: “Lower turnout in elections across Europe and the US demonstrates growing public apathy. Protest votes among those who do turn out have become more common.

Aqui vai a minha nota do 17 de dezembro:

Bom dia, compartilho parte de estudo que distribuí nesta manhã para clientes.

Resultado do 1º turno da eleição no Chile:
2º lugar: Piñera 36%
3º lugar: Guillier 22%
1º lugar: Abstenção 46%

Há quem acredite que o fenômeno vem na esteira do fim do voto obrigatório. Será?

Considerando que no segundo turno a abstenção tende a diminuir, eis os nossos números.

No estado do Amazonas tivemos eleições em 2017 (2º turno):
2º lugar: Amazonino 782.933
3º lugar: Braga 539.318
1º lugar: Brancos, Nulos, Abstenções: 1.016.635
Nota: o voto nulo 12% (protesto) teve metade da abstenção 24% (apatia).

Abstenção no 2º turno presidencial no Brasil:
2002: 17,74%
2006: 16,75%
2010: 18,01%
2014: 19,04%
Quadro nacional das últimas eleições municipais:
2012: Brancos, Nulos, Abstenções 26,5%
2016: Brancos, Nulos, Abstenções 32,5%
Em SP, maior cidade do país, não houve 2º turno. E o resultado foi assim:
João Doria: 3.085.187 (eleito)
Brancos, Nulos, Abstenções: 3.096.304 – 11.117 votos a mais que o vencedor, sendo que, do total, o voto nulo 11,35% (protesto) ficou dez pontos abaixo da abstenção 21,84% (apatia).

O repórter Rodrigo Turrer do Estadão anotou: “A verdadeira batalha política travada no Chile agora é para tirar do sofá os chilenos que não votaram.”
Receio de que o quadro se repita nas eleições de 2018 e escrevi a respeito. Naquela época (um mês atrás) Luciano Huck ainda era candidato, o julgamento do Lula não estava marcado e Geraldo Alckmin ainda não havia sido ungido no ninho tucano. Muito deve mudar. Mas o essencial permanece. O palpite completo vai em crônica no link.
 
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