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E a Marinha, nada?

Sabe-se que o Presidento escolheu a base naval da Marambaia para brincar o carnaval. Era o Poder Executivo mais próximo da folia carioca, posto que o prefeito do Rio estava na Alemanha e o governador em Piraí. Mas não consta que tenha participado de algum bloco e, na avenida, o destaque da Tuiutí era só um ator prestando as homenagens merecidas.

A Restinga da Marambaia é aquela tripa de areia que se vê da ponte-aérea, pouco antes de chegar à Baía da Guanabara, onde a Marinha do Brasil mantém outras bases, entre elas o museu da Ilha Fiscal, palco do último baile do Império. Algo me diz que seria bem mais apropriado como endereço momesco para o Presidento brincalhão. Lamentavelmente, a ideia que lhe ocorreu foi outra: permanecer no cargo desfilando tanques pela Cidade Maravilhosa.

Pudim vai inteiro ou fatiado?

Ao contrário dos blocos e escolas, a parada militar não tem planejamento, roteiro, alas e sequer os foliões estão definidos, como prova o vaivém das declarações dos responsáveis pela intervenção publicitária. Destaque para o mandado de busca coletivo, imaginado por quem escapa da Justiça por ter mandato. Fosse na Sapucaí, seriam rebaixados ao grupo de acesso. Ou nem isso.

Outra prova é, até agora, ninguém ter falado na Marinha, a não ser como destino de carnaval da primeira-família. A Baía da Guanabara tem 380 km2. Por suas águas tranquilas pode-se chegar a grande parte da Baixada Fluminense. E como chega-se.

No dia cinco de janeiro a Globo News mostrou que a Guanabara é um dos principais portos de desembarque de armas e drogas do Rio. Ocorre que, enquanto o Exército revista crianças a caminho da escola, a Marinha não revista embarcação nenhuma. Tampouco a Capitania dos Portos, que só atua nesses casos se solicitada. E se explicam: a função cabe à Polícia Federal, que têm entre três e quatro agentes para cuidar da área. De novo: são 380 quilômetros quadrados.

 
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