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A lei é para todos?

Não sei se é verdade. Mas vira e mexe aparece na minha “linha do tempo” um meme dizendo que, no Japão, o professor é o único profissional desobrigado de curvar-se diante do imperador. E a turma por aqui, afirma que adora.

Outra coisa japonesa que no Brasil alcança níveis de popularidade semelhantes ao do temaki é a honra. Sempre que um japonês flagrado em delito apela ao haraquiri as galeras exultam, emendando que a medida poderia nos socorrer enquanto sociedade.

A diferença gritante entre o discurso e a prática nacional é que o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina Luiz Carlos Cancellier, denunciado pelo corregedor da UFSC Rodolfo Hickel do Prado, preso e proibido de pisar na instituição pelas doutoras Janaina Cassol Machado, juíza da 1a Vara Federal de Florianopolis, e Erika Marenka, delegada de Polícia Federal e madrinha da Lava Jato, com direito a personagem vivido pela atriz Flávia Alessandra no filme “A Lei é Para Todos”, atirou-se para a morte no pátio interno de um shopping da capital catarinense há quatro meses e desde então só o Elio Gaspari faz questão de lembrar que não esqueceu.

Ainda: Cancellier foi preso acusado do desvio de R$ 80 milhões destinados a um programa de ensino a distância. Era maldade. Oitenta milhões foi o investimento total. Desviados foram no máximo R$ 500 mil. E hoje sabe-se que o reitor não tinha nada com o rolo. Só não se sabe em que pé está a operação Ouvidos Moucos e quais foram as consequências para as autoridades.

 
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