Blog do Léo Coutinho - Atentado contra a democracia ou Marielle, presente
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Atentado contra a democracia ou Marielle, presente

Tudo nos leva a crer que o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco foi execução. E, ao contrário do que propõe um ato marcado para hoje em São Paulo, está muito além do “genocídio negro” que ela denunciava. É ainda pior e muito mais grave.

A provável execução de Marielle e seu motorista Anderson Pedro Gomes atenta contra a democracia. Não é exatamente uma novidade. Às vésperas da eleição de 2016, quando Marielle foi eleita, onze políticos pré-candidatos foram assassinados na Baixada Fluminense, sob a ordem de “matar quem atrapalha”, conforme reportagem do El País. Mas ter acontecido com a quinta vereadora mais votada na Cidade Maravilhosa, sob intervenção federal-militar, apavora.

Outros dois assassinatos que merecem lembrança são os dos ex-prefeitos Toninho do PT, da cidade de Campinas-SP, e do Celso Daniel, também do PT, prefeito de Santo André. Este último com um cordão macabro de sete mortes relacionadas, incluindo garçom, testemunha da morte do garçom, agente funerário, assassino de aluguel e seu companheiro de cela, investigador e médico legista.

Estamos em 2018 caminhando para eleições muito mais amplas e esquizofrênicas. E mesmo fora do crime organizado o cenário é preocupante. Numa segunda-feira recente, simultâneo a uma pesquisa que colocava Lula como favorito à Presidência da República, o STJ metia um 5X0 nos advogados do ex-presidente. Segundo o DataFolha, 53% dos brasileiros querem Lula preso e 47%, nas urnas. Imagine isso debatido nas ruas e currais eleitorais.

 
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