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Gal Villas Bôas e Riachão ou cada macaco no seu galho

É muito grave o twitter do general Villas Bôas. Principalmente porque ele é reconhecido por ser um tipo moderado. Mas também pelo momento em que resolveu se manifestar, sem o cuidado de ser claro sobre o que considera atenção à “missões institucionas”.

O efeito do comportamento do comandante sobre os comandados é igual ao daquela brincadeira telefone sem fio: na ponta sempre dá bode. A prova que precisamos neste caso é que, ainda pelo twitter, certo general Miotto emendou palavras de ordem incluindo “trincheira” e “aço!”. Consta que foi acompanhado por vários outros.

A quem acha que exagero, lembro que as Forças Armadas no Brasil tem a insubordinação no DNA. Estiveram praticamente todos golpes, tentativas e tenentadas do século passado. O mais recente, de 1964, que durou 21 anos, surpreendeu os próprios comandantes, que estavam assanhados mas não autorizaram o levante.

Se o general Villas Bôas está realmente preocupado com o papel institucional do Exército e com a impunidade, deveria começar enquadrando os colegas mais exaltados. No Estado Democrático de Direito cada macaco cuida do seu galho.

E por falar nos macacos, o juiz Marcelo Bretas, provavelmente do amplo apartamento em Botafogo onde vive às custas de dois auxílios-moradia, ou auxílio-quebra-galho, aplaudiu o general com um emoji. Isso depois de ter se solidarizado com a ameaça de greve de fome do promotor Delagnol – greve de fome que lembra dieta, que lembra regime. Cruz-em-credo! Desconjuro! Mas fica a dica para quem tiver um problema na Justiça: contrate uma benzedeira, não um advogado.

Por fim, até agora, nem uma palavra do chefe do general Villas Bôas, que vem a ser Michel Temer. Vou te contar, Presidento… que “jogada de mestre” essa tua.

 
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