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Nossa luta continua

Gosto muito do ministro Marco Aurelio. Mas meu predileto hoje em dia é o Barroso. E a escala de apreço tem a ver com o humor de ambos, não com o resultado de hoje – onde por sinal eles divergiram. Saravá! Nutro certo fetiche com gente inteligente discordando.

De qualquer maneira, fico tranquilo com o resultado. Em que pese tomar posição seja algo que me atrai, eu detestaria estar no lugar de qualquer um dos onze ministros. E os agradeço pelo papel exercido.

Ah, se esta freguesia não gosta do STF, vale lembrar que em outubro vai escolher 2/3 do Senado. Fecha parênteses.

Um resultado diferente não libertaria milhares de presos “temporários” esquecidos nas prisões brasileiras, condenados por pobreza, não por justiça. Mas foi bom terem se lembrado tanto disso. Que traga resultados reais para não parecer encenação demagógica. Inclusive contra quem está livre, leve e solto por ser rico, não inocente.

Em algumas horas Lula pode ser preso. Para mim é difícil acreditar.

Em 2005, portanto há treze dos meus quarenta anos, quando tanta gente ora corajosa só debatia as últimas novidades em SUV e TV sem tubo, eu anotei e insisti na seguinte previsão, que me rendeu adjetivos generosos como louco, “wishful thinker”, despeitado e outro bichos.

Ei-la: “Depois de inúmeras tentativas para se eleger, quando finalmente chegou lá pelo voto popular, ele parecia inabalável. É um dos poucos líderes maiores que o próprio partido, chegando a merecer o sufixo ismo atrelado ao nome para definir seus seguidores.
Vale lembrar que apesar de ter feito um governo com sucessivos escândalos de corrupção, foi capaz de criar e eleger um poste para garantir sua permanência no poder. Poste este que chegou a sofrer impeachment e multiplicou suas dores de cabeça.
Agora está preso na Superintendência da Polícia Federal.”

Seu nome era Paulo Maluf. Hoje deve ser Luís Inácio.

As prisões de Maluf não causaram qualquer protesto nas ruas. Duvido que com a do Lula seja muito diferente. E espero que, por coerência, quem subiu à Paulista para mostrar indignação faça o mesmo por outros casos. Por exemplo o Coronel Lima, que entrou de cadeira de rodas na PF e saiu andando, igual vigarista que esmola em semáforo.

Nossa luta continua.

 
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