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Transporte de carga é transporte coletivo

Meu sogro Manoel Sousa Lima tomou posse no Setcesp decidido a ser o presidente da transição, isto é, marcar o mandato com a transmissão do comando entre a geração dele e a atual – o que acabou se confirmando e, hoje, o presidente é meu amigo Tayguara Helou, (bem) mais novo do que eu.

Palpiteiro incansável, soprei para o Mané que ele poderia acrescentar uma utopia à gestão: construir a narrativa de que transporte de carga, ou abastecimento, é transporte coletivo. Lógico: o que determina a coletividade é o número de pessoas atendidas no final do transporte, e não quantas pessoas vão a bordo.

Óbvio, mas sequer os empresários do setor acreditavam. Caminhão era o vilão do trânsito e assim seria para sempre.

Porém fiz as contas e insisti que, com a determinação do então prefeito Fernando Haddad em privilegiar o transporte coletivo sobre individual em seu mandato, era o momento ideal para botar o bloco na rua.

Com hábil suavidade o Setcesp estreitou laços com a prefeitura, apresentou dados mostrando que, além de fundamental, o caminhão representa muito pouco no espaço viário, principalmente se comparado aos automóveis e, bingo, Haddad comprou e bancou a ideia.

Hoje o transporte de carga é reconhecido como transporte coletivo no Plano Diretor.

E hoje também aprendemos, na marra, que sem transporte de carga, não há vida nas cidades.

 
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