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Pessoa no xadrez

O ministro Celso de Mello, decano do STF, arquivou o inquérito sobre caixa dois e lavagem de dinheiro envolvendo o chanceler Aloysio Nunes Ferreira, que segundo a delação do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, teria recebido R$ 500 mil em doação para a campanha vitoriosa ao Senado em 2010, sendo 3/5 por dentro, declarados, e 2/5 por fora, em espécie, não contabilizados.

O arquivamento atendeu o pedido da Procuradoria-Geral da República, que depois de dois anos e oito meses de investigação, com todas as diligências requeridas pelo Ministério Público Federal cumpridas, concluiu falta de provas para justificar o prosseguimento da investigação.

+ Olacyr, Pessoa e o clube das empreiteiras

Condenado a oito anos e dois meses de xadrez pela Lava Jato, por corrupção e pertinência à organização criminosa, Pessoa foi premiado pelo acordo de delação e cumpre pena diferenciada, em regime aberto, estando impedido de viajar ao exterior, mudar de endereço ou se ausentar por mais de quinze dias sem autorização da Justiça.

Ocorre que no instituto da delação premiada a regra é clara: mentiu, dançou. Escreveu não leu, delação perdeu. Isto é, prêmio cancelado. Resta saber quando a força-tarefa do MPF vai mandar guardar o mentiroso. Aguardando.

 
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