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Hoje teve aula na escolinha do Jorge Paulo

Henrique Meirelles foi o entrevistado do Roda Viva na última segunda-feira. Data pior seria difícil. Além do encontro na ilha de Sentosa, que absorveu toda a atenção do mundo, era véspera do dia dos namorados no Brasil, quando as fotos e declarações dos casais enamorados se tornam onipresentes nas redes sociais.

Parênteses: escrevi aqui há alguns anos que amor de gente feia era igual festa de orçamento baixo. Quer dizer, para quem olha parece feio, mas quem participa sempre parece mais contente. E o inverso é verdadeiro: nada mais frio do que as fotos posadas dos casais lindos e das festas instagramáveis.

De volta ao Meirelles, não dá para dizer se a assessoria acertou no que não viu quando escolhei a data-moita. A entrevista foi de uma monotonia de sauna fria. Os jornalistas só faltaram bocejar.

+Aspectos da paralisação – Economia

Obviamente o pré-candidato-banqueiro não tem condições eleitorais. Mas seu discurso é baseado em experiência administrativa e merece integrar um debate sério, urgente para todos nós. E politicamente a coerência liberal merece destaque: liberal na economia, sobre os costumes ele se mantém no mesmo campo quando afirma, sobre o consumo de drogas, que se trata de questão pertinente ao indivíduo. Oxalá tenha feito corar o João Amoedo, ou outro pré-candidato-banqueiro e dono do partido Novo, ou Flavio Rocha de não se qual partido, que propõem o famigerado “sou liberal na economia e conservador nos costumes”.

Sigo na minha luta para escancarar esse liberalismo de conveniência. Ou liberalismo de Estado, tão comum no Brasil.

Ao meu lado estão os grandes bilionários brasileiros, ainda aplaudidos por onze entre dez wannaBis tupiniquins. A Ambev, cujos sócios são três dos seis caras que têm na poupança o mesmo dinheiro que os cem milhões de brasileiros mais pobres, só faz me ajudar.

++ Um brinde à Estácio ou a escolinha do professor Lemann

Hoje abri o Estadão e lá estão os mosqueteiros do Sonho Grande, o 3G Capital, salve, salve, ameaçando o Governo Federal com milhares de demissões caso a medida que reduziu os incentivos para a fabricação de xarope de refrigerante na Zona Franca de Manaus não seja revogada. (Previ aqui.)

Curiosamente 1: a turminha do liberalismo de conveniência, devota da escolinha do professor Jorge Paulo, deu piti nas redes quando se falou em subsídio para o diesel dos caminhoneiros – piti este que não os impediu de abastecer o Land Rover sete lugares (tem que caber as babás), descer a Serra rumo à Baleia e, de quebra, postar no instagram que o final de semana com as praias ermas e livres de pobres mortais estava “top” ou “incrível”.

Curiosamente 2: já deu tempo de todo mundo ler o Estadão e até agora nem um pio sobre as ameaças da Ambev, Coca-Cola e Pepsi em retalhar seus empregados caso suas tetas não sejam restabelecidas.

Curiosamente 3: segundo a OMS a obesidade é a segunda causa de mortes no mundo e por isso já é considerada epidemia. Doenças associadas a ela custam fortunas ao sistema de Saúde, primeira preocupação dos brasileiros em qualquer pesquisa. E obviamente o consumo de refrigerantes, que são basicamente água e açúcar, tem grande parte da culpa. Quer dizer: oneram as contas do país, ajudam a matar uma porção de gente e ainda pretendem receber incentivos (aproximadamente R$ 7 bi/ano) para continuar.

Muito bem, Jorge Paulo. Você está de parabéns.

Camaradas liberais, vamos juntos! Ergam o punho e gritem comigo: #LeseferPraValer.

 
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