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Elogio aos velhos

Ótimo papo do Boni com o José Nêumanne no Estadão. Destaco alguns pontos:

“Perguntei ao dr. Ulysses se o trabalho estava indo bem. Ele me respondeu, literalmente: ‘O Brasil é o país da demanda. Todos querem puxar a brasa para sua sardinha. Chegar a um acordo é um desespero.’”

“A tomada de posição de um veículo é um direito, quase um dever.”

“Uma única coisa é certa: os grandes produtores de conteúdo sobreviverão.”

“Sou um sonhador por natureza e teimoso por deformação profissional.”

“Nenhum projeto sólido e confiável foi apresentado por qualquer candidato. Pelo que ouço nas ruas, a população está descrente e sem motivação para votar. Parece estar adivinhando que vamos continuar trancados e sem saída.”

Só discordo de quando ele diz que “eleição repetitiva dos mesmos políticos” é um dos três grandes problemas do Brasil. Acho o doutor Ulysses me dá razão. E que tanto o Boni e o Nêumanne provam que ter gente experimentada funcionando ajuda muito.

+ Senhores e escravos

Na Folha do 17 de junho o repórter Marco Augusto Gonçalves trouxe uma entrevista com uma dupla de pesquisadores brasileiros, Eduardo Cavaliere, 23, e Otavio Miranda, 24, o primeiro graduado em direito com concentração em matemática pela FGV do Rio e o segundo membro da área de economia política no Instituto Chongyang de Estudos Financeiros. Eles provam com números que o discurso de renovação política em voga está errado.

Escrevi aqui sobre três grupos que se valem dessa narrativa falsa, e que na verdade não buscam outra coisa se não a ocupação do espaço vazio no entorno ou no cerne da vida pública. Esta freguesia pode escolher o meu palpite, a pesquisa científica do Cavaliere e do Miranda ou, melhor ainda, ambos. Deles, pincei este trecho: “Em 2014, 53% dos deputados federais brasileiros foram reeleitos, enquanto que 95% dos congressistas americanos, 90% dos britânicos, 88% dos espanhóis, 80% dos australianos e 72% dos canadenses se reelegeram. A baixíssima renovação em cada um desses países é razão de atraso ou ausência de progresso nacional? Improvável.”

 

 
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