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Parabellum

A série Presidente da Semana, produzida e apresentada pelo Rodrigo Vizeu, editor-adjunto de Poder, na Folha, é obrigatória a que pretende entender o Brasil.

Chegando sempre às segundas-feiras o poscast está a cada semana mais interessante. O do Washington Luís é uma pérola. Em tempos de tentativa de proibição de sátira sobre candidatos e apelidos nas listas da Odebrecht, foi um deleite ouvir as trovas e marchinhas da época, além da alcunha que o boêmio paulista de Macaé fez por merecer: Rei da Fuzarca.

Na marchinha final, já a favor do Getúlio, chega com suavidade a ameaça de resolver as coisas no Parabellum, um dos calibres de arma de fogo mais conhecidos de todos os tempos por alimentar a pistola alemã Luger P08, se tornando algo como o Fusca das munições, tanto pela qualidade técnica quanto pela origem e destino, que era servir o nazismo.

Hoje é o calibre é mais conhecido como 9mm, o mesmo que a família Bolsonaro gosta de exibir, exaltar e sugerir como remédio para todos os males.

Ontem chegou a era Vargas, com participação e citação dos melhores biógrafos do Getúlio, respectivamente Boris Fausto e Lira Neto.

Já no começo, Vizeu elenca o tripé do golpe: elites regionais cansadas do estabilishment “café com leite”, políticos liberais em busca de espaço e democracia pra valer, e tenentismo – ou militares de baixo escalão tradicionalmente revoltosos.

Como sempre, nenhum deles apostou no caminho pela democracia e acreditaram no atalho do golpe  de “um período” totalitário. Como sempre, deu no que deu.

Qualquer semelhança com a cena atual não é mera coincidência.

 
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