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Não existe atalho na democracia

Estadista deveria ser um adjetivo raro, porque pouca gente na história merece. Dentro dessa turma pequena tem um nome que entra em qualquer lista: Franklin Delano Roosevelt. Caso único de presidente dos Estados Unidos eleito quatro vezes, FDR tirou o país da depressão de 1929 e mais tarde ajudou livrar o mundo do nazismo.

Mas como ninguém é perfeito, tem uma mancha feia na sua biografia política: ameaçou em 1937 ameaçou aumentar de nove para quinze o número de juízes da Suprema Corte. Acabou não fazendo, mas a ameaça bastou.

O caso foi lembrado pelo colunista Bruno Boghossian há uma semana na Folha de São Paulo, que tratava da proposta do pré-candidato Jair Bolsonaro de aumentar de onze para 21 os membros do Supremo Tribunal Federal. Isso logo depois de um de seus filhos dizer nas redes sociais que alguém tinha que parar o Supremo. É grave. É muito grave.

A receita do ex-capitão deputado federal vem da ditadura militar, período que ele considera exemplo para o país. Os militares aumentaram de onze para 16 os ministros do STF. Como bem lembrou o Boghosian, o então ministro da Justiça da ditadura Juraci Magalhães disse que o regime escolheria juízes “à altura das necessidades da ‘revolução’”. Bolsonaro diz que, uma vez eleito, vai “botar dez isentos lá dentro”.

É claro que, igual a todas as outras instituições, a Justiça passa por um período de provação. E o domingo passado não ajudou em nada a situação do país.

Mas é importante lembrar que as regras existem para serem cumpridas e qualquer caminho por fora delas

 
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