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Passa Pedro, passa parente

O mercado aplaudiu de pé a Lei de Responsabilidade das Estatais, que pretendia profissionalizar as empresas públicas impondo regras de conformidade e restringindo indicações políticas para diretorias e conselhos.

Estatal-mor, a Petrobrás estaria em boas mãos com Pedro Parente, que entre outras coisas instituiu a quarentena remunerada, segundo a qual seus diretores teriam seis meses sabáticos entre o público e o privado, evitando o vício da chamada “porta giratória”. Embalado pela paralisação dos caminhoneiros, Pedro Parente pediu para sair num dia e no outro foi comandar a BRF, com aval do governo Temer. O mercado vaiou? Não. Curiosamente, ainda de pé, seguiu aplaudindo.

Não demorou para os deputados aproveitarem a brecha. Na quarta-feira 11 de julho suas excelências meteram um jabuti na nova lei geral das agências reguladoras, liberando os trens da alegria das nomeações político-partidárias-parentais. E o mercado, vejam só, reagiu escandalizado, sem qualquer reflexão.

No agro dizem que “passa boi, passa boiada”. No mercado dirão “passa Pedro, passa partido, passa parente”.

 
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