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O legado da copa

Ontem acabou a copa e a mensagem que ficou para além do futebol é bonita. E mesmo assim, quem entende de futebol garante que também foi uma beleza. Há quem diga que foi a melhor de todos os tempos. (Pro Brasil, nem tanto. O time não empolgou e a estrela virou chacota mundial. Para recuperar sua imagem, Neymar vai ter que rebolar. A CBF então…)

Torci pela Croácia por motivos familiares. Tenho primos contemporâneos com sangue croata. Mas creio que estamos todos contentes. Tanto eu quanto os primos temos ancestrais franceses. E foi bonito ver uma seleção tão plural e diversa carregando o caneco neste momento em que, na própria França, cresce o ódio nacionalista.

+ Notas sobre a Copa

Depois de amanhã celebraremos o centenário do Nelson Mandela. Impossível não relacionar os eventos. Tratado como comunista e terrorista por seus adversários, passou 27 anos preso. E saiu sem ódio. Pelo contrário, perdoou todo mundo e tratou de guiar a África do Sul para o entendimento. Sua principal ferramenta narrativa foi a copa.

++ Copa e cozinha

Vá lá, não era de futebol, mas de Rugby, o esporte nacional deles. Mandela notou o óbvio: os brancos torciam para a África do Sul, representada por um time só de brancos. E os pretos torciam para a Inglaterra. Misturando o time, colocou todos do mesmo lado, unificou a Nação.

No NetNow tem a história contada pelo Clint Eastwood no brilhante Invictus. Ver é obrigatório e ver de novo vale a pena.

 
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