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Marajá apoia Collor

Na eleição de 1989 Fernando Collor do então PRN saiu de Alagoas para se apresentar ao Brasil como “o caçador de marajás”. Com menos da metade do tempo de TV disponível a Ulysses Guimarães do então PMDB, 10 minutos contra 22 respectivamente, foi ao segundo turno e venceu Lula. Nota: no primeiro turno Collor teve 28% e apenas 16% foram suficientes para Lula passar de fase. Coisa de eleição fragmentada.

Naquele primeiro turno o estreante PSDB chegaria em quarto lugar com Mario Covas que, na definição de apoio no segundo turno, bateu o pé, deu uns berros e garantiu que os tucanos se alinhassem contra Collor – apoiando Lula.

Hoje o candidato do PSDB é Geraldo Alckmin, que repete sem parar pertencer à escola Covas. Há fatos para sustentar a afirmação. Mas isso não quer dizer que ele tenha ido a todas as aulas, como prova o apoio do PSDB a candidatura de Collor ao governo de Alagoas. Covas deve estar muito, muito aborrecido.

E esse não é o único conflito no balaio geral que viraram as composições. Nos anos 1980 a hoje senadora Ana Amélia, vice na chapa de Geraldo Alckmin, teve cargo comissionado no gabinete do marido, o falecido senador Otávio Omar Cardoso, ao mesmo tempo em que trabalhava numa rede de televisão. Ela se defende dizendo que dava conta dos dois empregos. Acredite se quiser. Mas o Collor de 1989 provavelmente a colocaria na lista da caça aos marajás.

 
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