Facebook YouTube Contato

Debate Gazeta/Estadão/Eldorado/JovemPan/Twitter – análise TUEL | Consultoria Política

Lula na cadeia, Bolsonaro no hospital, Daciolo foi pro monte. Mas o debate da Gazeta/Estadão/Eldorado/JovemPan/Twitter, até pelo clima de consternação pós-atentado, não ficou mais dinâmico com o menor número de participantes.

Primeiro as damas – ou pela ordem de posição nas pesquisas: Marina Silva manteve a linha dos debates anteriores. Se há uma novidade é a maior ênfase em nominar membros do seu grupo – ou rede – de campanha: Ricardo Paes de Barros, André Lara Resende, Eduardo Gianetti da Fonseca, João Paulo Capobianco. E o vice, Eduardo Jorge, festejado nas rodadas de debates e entrevistas, mereceu mais de uma menção. No visual, comentaram que ela poderia adotar óculos com armação colorida.

Ciro Gomes pode ser considerado o vencedor, ainda que disputa pra valer não tenha havido. Evitado por todos os adversários, reforçou a pose de cavalheiro amável ou, como diria o Vinícius, “doce conciliador, sem covardia”. Parece estar convencendo. Pelo monitoramento do instituto Ideia Big Data, foi quem surpreendeu mais positivamente o eleitorado indeciso, e ficou disparado na aferição de citações no Twitter.

Geraldo Alckmin segue cada vez mais emaranhado ao apelido que recebeu de José Simão. É como se a rama do chuchu lhe estrangulasse. Para piorar, sua gravata, com uma textura inadequada para televisão, provocava o chamado efeito moiré, enjoando e distraindo o telespectador. Ao final, na entrevista onde cada candidato comenta o debate, o desânimo era evidente. No ombro do tucano, só dois papagaios de pirata, e com semblantes de peru em véspera de Natal.

Álvaro Dias arriscou novo figurino. Atou uma gravata vermelha para ver se atraia pelo menos uma chifrada. Nem isso. Foi ignorado. No discurso de refundação da República parece um jovem candidato interessado em impressionar o Doutor Ulysses na redemocratização. Disse o seguinte: “Essa descrença que campeia o país, como consequência dos desgovernos, da corrupção avassaladora, que provocou revolta e indignação… O que dizer aos brasileiros?”

Henrique Meirelles pode ser considerado o perdedor. Começou atacando Alckmin com uma tentativa de metáfora contrapondo controle da inflação e da violência. Confuso. E perdeu de vez o élan quando perguntado por Guilherme Boulos sobre o truste que mantém num paraíso fiscal. Tentou explicar, de novo sem êxito, que é uma pequena quantia e que pretende deixar parte para investimentos em educação. E atribui a fortuna amealhada ao “suor do seu rosto”. Ora, ninguém duvida que ele tenha mérito. Mas ao falar que suava na sala da presidência do Bank Boston para um eleitorado que viaja espremido em ônibus a cinquenta graus, lembrou Carmen Mayrink Veiga dizendo que “trabalhava como uma negra”. Para agravar, depois do baque meteu um sorriso irônico que mastigou sua imagem.

Guilherme Boulos conseguiu emplacar mais uma frase de efeito. Depois dos “cinquenta tons de Temer”, cravou ontem o “vou taxar o Meirelles”.

Todos os candidatos de solidarizaram com Jair Bolsonaro pelo atentado sofrido. Lembraram Marielle, cujo assassinato vai completar seis meses sem conclusão da investigação. E ninguém falou no vereador Silvânio Barbosa, de Maceió, assassinado a facadas no sábado 8/9, véspera do debate.

 
 Share on Facebook Share on Twitter Share on Reddit Share on LinkedIn
No Comments  comments 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>