Facebook YouTube Contato

11 de setembro de 2018

ATUALIZAÇÃO da crônica de ontem

Rodou o Datafolha. E a alta de Bolsonaro pós-atentado mostrou que a comoção foi aquém do esperado. Oscilou de 22% para 24%. Antes do que à comoção, mais exato é atribuir a leve alta ao aumento do conhecimento gerado pelo impacto e amplitude da notícia.

A conta é simples: a sociedade repudia a violência, se solidariza com quem sofre, mas reconhece no candidato uma personalidade violenta – e também o repudia.

No segundo-turno Bolsonaro perde para todos seus adversários. E no estrato onde ele se destaca, a bolha mais rica, com maior escolaridade, perto das notícias e longe do cotidiano real e violento das favelas e periferias, não demora para outra conta surgir: se ele perder para qualquer um, a alternativa será buscar outro candidato de centro-direita capaz de derrotar o PT. Questão de duas, três semanas.

Claro que parte do seu eleitorado, aproximadamente 15% do total, é messiânico e vai encarar o deserto ao seu lado. Os outros 10% não gostam de perder. Podem ter uma rica moqueca de lagostas, vôngoles e camarões como prato principal. Mas se a farinha para o pirão do acompanhamento for pouca, vão buscar o deles primeiro. E tchau, querido. Repito: coisa de duas, três semanas. Me cobrem.

Quem pode ficar com esses 10%? Pelo menos quatro candidatos são óbvios: João Amoedo, Álvaro Dias, Henrique Meirelles e, mais distante, Geraldo Alckmin, que amanheceu com uma péssima notícia para o PSDB: Beto Richa, ex-governador do Paraná, foi preso pela Polícia Civil.

A temporada de dossiês eleitorais é de praxe e está só começando. O fato novo é que o Poder Judiciário resolveu participar. O ministro Gilberto Kassab virou réu. A delação do ex-ministro Antonio Palocci está no prelo. (Consta que abalos sismicos foram sentidos na região da Avenida Faria Lima.)

Ocorre que para o PT não muda nada. Lula é como se fosse Ronaldo Fenômeno. Pode ser pego na exposição queer museu praticando zoofilia com uma tartaruga filhote e usando um canudo de plástico que não perde um fã. Geraldo Alckmin é o Kaká: se for visto na rua cuspindo no chão decepcionará grande parte do eleitorado que lhe resta. A prisão do grão-tucano Beto Richa e o aliado Gilberto Kassab feito réu vão custar caro ao PSDB. E a virada em São Paulo, principal colégio eleitoral e reduto alckmista, com João Doria perdendo para Paulo Skaf por 1% já no primeiro turno e 9% no segundo turno é só mais um fator para preocupação no ninho tucano.

 
 Share on Facebook Share on Twitter Share on Reddit Share on LinkedIn
No Comments  comments 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>