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Chegou o general da banda?

Com Bolsonaro convalescendo, Hamilton Mourão assume o protagonismo da campanha nas ruas. Em que pese o brilho no olhar, não parece ser um golpe de baioneta logo após a facada, mas puro e simples obediência à missão.

Assisti a duas entrevistas do general e faço questão de elogiar alguns pontos. Na Globo News, onde um volume sob o braço esquerdo parecia ocultar um Colt .45, Mourão falou da Renda Básica (só os programas de Marina e Bolsonaro citam a alternativa, festejada de Davos à Porto Alegre), defendeu cotas raciais em universidades, manutenção do Bolsa Família e, tendo vivido por dois anos na Venezuela, deu uma aula sobre como já no princípio era evidente o plano bolivariano de Hugo Chavez, então elogiado por Jair Bolsonaro.

À Rádio Bandeirantes Mourão também falou e defendeu as Forças Armadas como referencia de ordem. Ora, general, aí também não… Desde 1889 os militares são bastante desobedientes. Confirme com o príncipe. E continuaram com o tenentismo dos anos 1920, que derivou na intentona comunista de 1935, marcharam com a ditadura do Estado Novo, tentaram outras vezes até que em 1964 outro Mourão desobedeceu todo mundo e, lá de Juiz de Fora (!), marchou para derrubar João Goulart.

Inclusive o senhor, general, teve que tomar puxão de orelha da Dilma e do amigo Villas-Boas por “se sentir maior do que a cadeira”, como teve a grandeza de reconhecer.

 
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