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Entre os favoritos, incógnita e certeza na Economia

Fazendo uma projeção sobre a pesquisa mais fresca (FSB/BTG-Pactual 24.09.18), Fernando Haddad estará no segundo turno, provavelmente com Jair Bolsonaro. Note: é uma projeção sobre a tendência, considerando intenções de voto espontâneas e estimuladas, mais o voto consolidado e as rejeições, não o retrato capturado nos últimos dias durante a tomada da pesquisa.

No chamado “mercado”, Haddad já é precificado como o próximo presidente. Ainda que publicamente siga a estratégia de bancar o boneco do ventríloquo de Curitiba, em conversas privadas com as elites econômica, acadêmica e política, se mostra moderado e reformista, chegando a se afastar dos representantes da ala radical do PT, notadamente o economista Marcio Pochman. Ainda assim é uma incógnita, e gente de finanças não gosta de charadas.

Coisa parecida aconteceu com Paulo Guedes, economista de Bolsonaro. O melhor resumo é do Celso Rocha de Barros. Depois de defender reservadamente a volta da CPMF, foi descoberto pela Folha e mereceu o apelido de Imposto Ipiranga do tuiteiro @oobservadorbr. Causou escândalo e foi desautorizado. Se explicou como quis, mas ao se esconder da imprensa e fugir dos debates, sinalizou mal. Em finanças e política, confiança é essencial.

Mais: Guedes propõe IR igual para todos os não isentos na casa dos 22%, o que, segundo disse o economista Sergio Gobetti em entrevista ao Estadão, concentraria ainda mais renda nos 11% mais ricos do país. E o economista Carlos Góes, do site liberal Mercado Popular, notou que a proposta do PaGue prevê, entre outras, o fim dos descontos de gastos em educação e saúde do IR. Classe média, tremei. Ordinários, sentido!

 
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