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O PT venceu

Etiqueta às favas, o senador eleito Cid Gomes foi à casa do PT e, de um altar cercado pro dezenas de fiéis, meteu o dedo na ferida, cobrando autocrítica dos anfitriões. Ato contínuo, veio a reação dos devotos que não admitem a possibilidade de nosso senhor padim Lula ter pecado.

Os desdobramentos do bate-boca circularam em vídeo o bastante para dispensar descrição. E continuou nos bastidores. Jacques Wagner, que anteriormente chegou a defender que a chapa ideal era Ciro presidente e Haddad vice, trucou. Perguntado sobre a possibilidade da chamada frente democrática, devolveu com ironia: “Que frente?”

Gleisi Hoffmann, senadora reeleita, foi ainda mais longe, dizendo acreditar que quem tem um terço dos votos não deve pedido de desculpas. E deixou escapar que sua expectativa era que a união democrática contra Jair Bolsonaro se desse por gravidade.

É muito provável que o Newton jamais tenha conversado com uma maça, convencendo-a de cair sobre sua cabeça. Ocorre, que, diferente da física ou da biologia, a política é ciência humana.

Gleisi combina com o general que Bolsonaro convocou para cuidar da Educação, defendendo revisionismo histórico e ensino do criacionismo nas escolas. Para eles, quem move a maçã é a serpente. E tanto faz que a serpente esteja lá no Butantã de Curitiba. Se 30% querem comer a maçã, a luta continua, seja para matar ou para salvar a serpente.

E Fernando Haddad enquanto isso? Segue cada vez mais tucano, abusando dos punhos de renda. De possível poste de luz, passou a poste de trancar bicicleta.

Fato é que o PT venceu. Como todo mundo que rejeita Bolsonaro é esquerdista, a chance da frente democrática se encontrar passa pela máxima do Gal Mourão, anotada pela repórter Andrea Saddi, da Globo News: “A esquerda só é unida na cadeia, porque é obrigada a andar junta. “

 
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