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Meu voto e por que – 2º turno

Respeito o modelo brasileiro de jornalismo ou análise que não revela posição eleitoral. Mas prefiro o europeu ou americano, que sem abrir mão da imparcialidade, toma partido.

Minha escola política é a do meu tio-avô Franco Montoro e tem a democracia como princípio fundamental.

Montoro era parlamentarista, defendia voto distrital, promovia participação popular através de conselhos e, sempre que pôde, descentralizou as decisões de governo, abrindo mão de poder para oferecer o máximo de autonomia às cidades, que sabem mais e melhor das suas necessidades e soluções.

O conceito é simples: “Ninguém mora na União ou nos estados – as pessoas vivem nas cidades.” Isto é: tudo o que os estados puderem fazer, a União não deve fazer; tudo o que as cidades puderem fazer, os estados não devem fazer; tudo o que a sociedade puder fazer, a cidade não deve fazer.

Votarei em candidaturas alinhadas com estes ideais, consciente de que 100% de concordância, notadamente em segundo turno, é impossível.

Governador: Márcio França 40 PSB – advogado e político com orgulho de dizer que é político. Foi vereador, deputado e prefeito de São Vicente, reeleito com 92% dos votos. É o atual governador de São Paulo e representa continuidade sem continuísmo, construção sem destruição. Tem realizações em segurança, educação e turismo. E para mim sua característica fundamental é a vocação para o diálogo franco: é o mesmo jantando, despachando, no centro do Roda Viva ou nos debates. Sabe escutar, fala o que pensa e cumpre a palavra – algo básico porém raro hoje em dia.

Para presidente votarei contra Bolsonaro e contra o PT porque ambos apostam no atraso e na hegemonia como ferramentas de poder e fizeram o diabo para chegar ao segundo turno.

Por isso votarei em Fernando Haddad que, sendo filiado ao PT, é o menos petista entre seus pares, e sofreu tanta oposição dentro do próprio partido quanto de seus adversários. O fogo amigo de José Dirceu e Gleisi Hoffmann, o egoísmo de Lula e a cegueira da militância “raiz” são evidências do que afirmo. Haddad paga o preço por não ter se curvado aos bolcheviques que controlam a legenda, inclusive fazendo individualmente a autocrítica que esperamos de todos os partidos – incluindo Bolsonaro, que no lugar de autocrítica sobre as barbaridades que já fez e falou, se limita a dizer que estava brincando ou que é mentira.

Haddad fez muito papelão durante a campanha, disse coisas inaceitáveis e aqui eu critiquei todas elas. Mas seu currículo político, como ministro e prefeito, é incomparavelmente melhor do que o de seu adversário, este sim, repito, muito mais alinhado ao PT do atraso do que o próprio Haddad.

Fiz oposição a ele na prefeitura dia sim, outro também, inclusive no Conselho Participativo. E continuarei fazendo oposição se um milagre acontecer e ele for eleito.

Presidente: Fernando Haddad 13 – professor, político, advogado, é mestre em economia e doutor em filosofia. Foi ministro da Educação, criou o FIES e o ProUni. Prefeito da cidade de São Paulo, criou a Controladoria independente que desbaratou esquemas de corrupção, aprovou um Plano Diretor equilibrado, priorizou o transporte coletivo e a mobilidade ativa. Em 2016 venceu o “desafio internacional de prefeitos” da Bloomberg Philanthropies por um projeto de agricultura familiar em Parelheiros (Olha o Montoro aí #HortasComunitarias) , que rendeu prêmio de US$ 5 milhões à prefeitura.

 
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