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FHC e JMB no twitter: mistério

Entrando na onda da interpretação de mensagens trocadas no twitter pelo ex-presidente FHC e pelo presidente eleito JMB.

Típica conversa de maluco, ou de gente com dimensões de mundo muito distantes, tão comum hoje em dia. É provável que o mistério nunca seja resolvido, ficando a história livre para qualquer palpite.

Tudo começou quando FHC disse que o governo JMB vai queimar o filme do Brasil no exterior. Tem um defeito no tempo verbal aqui, posto que o estrago está feito. O que pode é piorar, como aconteceu hoje.

Durante a campanha, apanhamos de jornalistas, acadêmicos e políticos das mais diversas ideologias. Da eleição pra cá, ficamos ainda mais mal falados nos quatro cantos: espantamos o Mercosul, levamos pito oficial da China, países europeus mostram preocupação com tratados internacionais e a Liga dos Países Árabes teria enviado uma nota à embaixada brasileira no Cairo, condenando as declarações do presidente eleito sobre Israel. Com efeito, o Egito suspendeu hoje a visita oficial do Brasil sendo que vários empresários brasileiros já estavam hospedados no país. Quando um árabe trata assim seus hóspedes é porque a coisa está feia.

De qualquer maneira, JMB parece estar mais preocupado com FHC e postou uma foto do ex-presidente lendo folgadamente numa poltrona Mole, clássico do designer Sérgio Rodrigues, e escreveu: Fernando Henrique Cardoso. Mais nada.

Considerando que o presidente eleito venceu a eleição posando muito à vontade no sofá da sala de TV, num esforço poderíamos entender como uma tentativa de estabelecer afinidade, tipo “Deixa disso, relaxa daí que eu relaxo daqui, tá ok?”

Porém FHC interpretou como intelectual. Atentou para o livro em suas mãos, O Diário Secreto do Premiê Zhao Zyang, que liderou as reformas liberais que transformaram a China na potência atual, mas que foi deposto e preso pelo Partido Comunista por apoiar o levante estudantil de 1989. Quem se lembra da imagem do estudante peitando o tanque na Praça da Paz Celestial pode imaginar para quem o ex-capitµão torceu.

O mistério deve continuar até os dois se encontrarem e conversarem a respeito. Sei lá, de repente acontece algum evento importante no mundo e, por um lapso diplomático, acabamos convidados. Daí o Bolso oferece carona da FAB para Sarney, Collor, Lula, Dilma, Temer e FHC representarem o Brasil, e eles aproveitam para acertar os ponteiros. Ou não.

 
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