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Lei Onyx

Roberto Requião, quem diria, merece aplausos. Em sintonia com seu conterrâneo Sérgio Moro, próximo ministro da Justiça, o senador do MDB do Paraná apresentou o PL 434/2018 que acrescenta à lei 12.850/2013 “a possibilidade de o juiz conceder perdão judicial em caso de crimes eleitorais, contra a administração pública e contra o sistema financeiro nacional caso o réu demonstre arrependimento, confesse a prática do crime e apresente pedido público de perdão e dispensa da pena.” A notícia é da repórter Juliana Braga, da Coluna do Estadão.

Faz sentido. Na primeira entrevista coletiva concedida depois de aceitar o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro – cuja data permanece misteriosa –, perguntado sobre a situação jurídica do colega de equipe Onix Lorenzoni, Moro respondeu que o deputado “admitiu o erro, pediu desculpas e tomou providências para repara-lo”.

É bonito ver como a política engrandece e enobrece corações e mentes. Bastou que o até anteontem implacável magistrado trocasse a toga pela cartola para que, como num passe de mágica, o espírito do juiz se tornasse compreensivo, solidário, maleável. O efeito republicano é fantástico. Pela primeira vez em muito tempo não se via os Poderes funcionando com tanta afinação.

 

 

 
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