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Das cinco estrelas do governo eleito, quatro estão com o passaporte de saída carimbados

Das cinco estrelas do governo eleito, quatro já estão com o passaporte de saída carimbado. Sérgio Moro é investigado, Paulo Guedes é investigado, Onyx Lorenzoni é corrupto confesso e investigado, Jair Bolsonaro teve as contas de campanha aprovadas com ressalvas e os indícios de caixa-dois no zap continuam aparecendo. Só o general Mourão se salva.

Se tudo isso vai fenecer nos escaninhos da corte ou se transformar na Elba do Collor ou na pedalada da Dilma, depende de como cada um vai se comportar.

Nas Armas Nacionais do Brasil temos cinco estrelas simbolizando o Cruzeiro do Sul. Como se sabe, entre as cinco tem uma mais intensa, mas não consta que cause incomodo às demais. Em Brasília é diferente. General Mourão incomoda Jair Bolsonaro.

E não tem como não incomodar. Entre os tantos militares nomeados para o primeiro escalão, só ele foi eleito. E sua afinidade com os demais vem de longa data. Como o próprio Mourão já disse em entrevistas, militares tem um tipo de trajetória peculiar. Convivem a vida inteira, pelo menos desde a adolescência. Comem quilos e quilos de sal juntos ao longo dos anos.

A mesma coisa não se pode dizer dos civis que formam o primeiro escalão. Somando todo o sal que partilharam, não juntaríamos cem gramas.

Bolsonaro conheceu Paulo Guedes há menos de um ano. Sérgio Moro, em 31 de março de 2017, ignorou o agora chefe ao ser assediado para um vídeo selfie no aeroporto de Brasília. De Onyx Lorenzoni foi colega por muito tempo, mas nunca demonstraram afinidade publicamente.

Olavo de Carvalho, que indicou o chanceler e o ministro da Educação, conta que falou com Bolsonaro duas ou três vezes. E muito provavelmente em uma delas o presidente eleito ouviu falar de um e outro pela primeira vez.

Com Gustavo Bebianno a coisa é parecida. A primeira vez que esteve com Bolsonaro foi em 2017. Com Onyx Lorenzoni a relação deve ser ainda mais recente, o que não impediu o ministro de convida-lo para padrinho de casamento. Padrinho de casamento!

Em família também não há harmonia ou sequer o mínimo de respeito. Quando disputou a eleição para presidente da Câmara, Jair não teve o voto do filho Eduardo, que faltou à sessão. Onde estava é um mistério. Mas seu pai não gostou. Por whatsapp, escreveu ao filho: “Papel de filho da puta que você está fazendo comigo. Tens moral para falar do Renan (quarto filho)? Irresponsável.” E seguiu: “Compre merdas por aí. Não vou te visitar na Papuda.” Ainda: “Se a imprensa descobrir que você está aí, e o que está fazendo, vão comer seu fígado e o meu. Retorne imediatamente.”

Eduardo até hoje não disse onde estava. Mas respondeu ao pai: “Quer me dar esporro tudo bem. Vacilo foi meu. Achei que a eleiçãoo só fosse na semana que vem. Me comparar com o merda do seu filho, calma lá.” Note: Eduardo é o filho “diplomata” da família, que viajou aos EUA para bajular o entorno de Donald Trump.

O filho Carlos, que cuidava das redes sociais, impedido de integrar o governo voltou ao Rio de Janeiro, onde é vereador. Parou de administrar o twitter do pai, mas na sua conta pessoal segue firme e irresponsável. Na quarta-feira 28/11 postou: “A morte de Jair Bolsonaro não interessa somente aos inimigos declarados, mas também aos que estão muito perto. Principalmente após de sua posse (sic)! É fácil mapear uma pessoa transparente e voluntariosa. Sempre fiz minha parte exaustivamente. Pensem e entendam o enredo diário!”

O post do vereador Bolsonaro foi entendido como indireta para o general Mourão, segundo na linha sucessória do governo eleito. Perguntado a respeito, o vice respondeu “pergunta para ele”.

Há duas horas Mourão escreveu que “a mídia tradicional insiste em criar antagonismos na equipe vencedora do pleito”. Sei não, general, mas acho que não precisa.

 

 
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