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Lewandowiski e o Papai Noel de Aricanduva

Igual a todo shopping, o de Aricanduva contratou um Papai Noel para animar as vendas de Natal. Igual acontece em todo shopping, pais levaram seus filhos para tirar foto com o bom velhinho. Mas lá no Aricanduva deu ruim.

Comprando o caso pelo valor de face, Santa deveria ficar no trono até as 20h, mas quando o relógio bateu 19h57, pegou o trenó e voou.

A reação do público foi sensata. Os adultos explicaram para as crianças que, sendo velhinho e tendo muitos presentes para fazer com seus duendes, ele estava cansado e no dia seguinte haveria outra oportunidade. Arranjaram um picolé para o filho e, discretamente, registraram reclamação no balcão do shopping.

Não, péra. Estou sonhando. Na verdade foi um estouro de boiada. Um freguês sacou o celular a gravou a retirada do Papai Noel e suas duendes, protegidos pela segurança. “Denúncia! Baderna! Descaso! Acabou o Natal para as crianças!”, bradava o homem. Uma senhora exibia provavelmente a neta, aos prantos, e gritava contra o Papai Noel: “Vai, seu ridículo! Tem que morrer, filho da puta!” Tudo na frente da criança.

Pano rápido, voo São Paulo/Brasília, terça-feira 4/12. Vendo o ministro do STF Ricardo Lewandowiski sentado na mesma primeira fileira do avião, um advogado saca o celular e começa a gravar um vídeo com as seguintes palavras: Ministro Lewandowiski, o Supremo é uma vergonha, viu? Eu tenho vergonha de ser brasileiro quando vejo vocês. O ministro respondeu perguntando: Vem cá, você quer ser preso? E chamou a Polícia Federal, que entre outras atribuições tem a de manter a ordem dentro dos voos domésticos no Brasil, impedindo que um passageiro incomode ou constranja outro e/ou os demais. Fez bem o ministro.

Meus votos para este Natal é que o freio de arrumação do Lewandowiski sirva de lição a todos os brasileiros. Temos instituições e canais estabelecidos para exercer nossos direitos e cobrar as autoridades. Vigiar eternamente a democracia inclui não admitir que esqueçamos dos nossos deveres ou que abandonemos a urbanidade.

 
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