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Quatro notas soltas porém atadas

Vexame histórico

Onze deputados. Em 513, onze. Sendo um de sentinela, interessado em outro assunto. Assim a Câmara Federal marcou a sessão em memória do AI-5, que oficializou o horror no Brasil e esvaziou e fechou o Congresso. 300 marcaram presença e se mandaram para o aeroporto. Suas excelências estão de parabéns.

Michel Trump?

Outro vexame no apagar das luzes deste exercício vêm do ministério da Fazenda, que preparou para o governo de transição um relatório recomendando o fim dos incentivos para construção de usinas de energia renovável – solar, eólica e de pequenas hidroelétricas. Se a ideia do presidento era tentar sair menos mal do que se confirmou, nem dona Marcela, colosso de simpatia como madrinha do submarino Riachuelo hoje de manhã, poderá ajuda-lo.

Que tiro foi esse, Bebianno?

Gustavo Bebianno esteve na Central da Transição, na Globo News. Na forma, não foi mal, o que já é um baile considerando a estética do governo eleito. Mas no conteúdo é mais do mesmo. Um exemplo: citando o modelo de gestão do consultor Vicente Falconi, que bancado por empresários terá acesso a dados do Estado para tentar aplicar sua receita à máquina, comparou o tempo de internação nos hospitais do SUS e do Albert Einstein. É mais ou menos como comparar o resultado escolar de um doutor das melhores universidades com o de uma criança que na escola aprendeu a deitar quando ouve tiro.

Lugar errado

Era para nascer histórico o voto-discurso do ministro Barroso sobre a corrupção que mata, a torpeza do pacto oligárquico. Brilhante, necessário, urgente, elegante. Mas sendo no plenário do Supremo, deu ruim. No Brasil a corte é técnica e idealmente não deveria ter discursos eminentemente políticos. Mais distante e não menos importante, todo discurso político hoje em dia deveria conter autocrítica, e nesse sentido o ministro falhou em não refletir sobre as lamentáveis decisões monocráticas que ele e seus colegiados vêm tomando amiúde.

 
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