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Notas soltas para abrir fevereiro

Só um cataclismo tira de Renan Calheiros e Rodrigo Maia as presidências do Congresso e da Câmara, respectivamente.

Bolsonaro, em jejum oral, fez questão de telefonar a Renan e dar os parabéns pela eleição prévia no MDB. A voz de Deus diria: “Quem meu filho beija, adoça minha boca”.

A notícia vazou e o presidente teve que telefonar aos tantos candidatos. Praticamente 10% dos senadores resolveram disputar. Não consta que a deferência “republicana” tenha se estendido aos candidatos à Presidência da Câmara.

O Planalto joga perigosamente. David Alocumbre, presidente em exercício do Senado, candidato à Presidência da Casa e preferido do ministro-chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni, revogou pela manhã a norma que o impediria de ser ao mesmo tempo presidente e concorrente. Em seguida demitiu o secretário-geral da Mesa Luiz Fernando Bandeira de Mello, aliado de Renan. Com a caneta na mão, poderá exigir votação aberta, o que atrapalha os planos de Renan. Jogo bruto na Câmara dita alta, que antecipa o clima do período que se inicia.

Eloquente é o silêncio de José Dirceu. Se durante a campanha o galã de 1968 não economizou saliva, tornando ainda mais escorregadio o caminho de Fernando Haddad, desde então está quieto, provavelmente desfrutando mojitos.

General Mourão defendeu que é da mulher o direito de decidir sobre aborto. O bispo Edir Macedo (IURD) segue a mesma linha desde o século passado.

Por falar em silêncio, por falar em Mourão, Bolsonaro só terá alta dentro de uma semana. Então quem vai discursar na sessão mista de instalação do Congresso? Mourão não está no exercício, o líder do governo acabou de chegar à Câmara e nunca falou em público. Será o porta-voz? Será o Onyx? Nos bastidores há quem diga que o ideal seria o PaGue, ministro da Economia e presidente de fato para a turma da cobertura. E de preferencia em inglês.

 
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