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19 de Abril, dia das causas urgentes

Antecipando as celebrações pelo 19 de Abril, Dia do Exército Brasileiro, o Parque do Ibirapuera recebeu a exposição tradicional de equipamentos militares no final de semana.

Mais caprichada do que em anos anteriores, contou com demonstração de equipamentos, passarela sobre o lago, robô militar, oficina de camuflagem para crianças, apresentação da Banda Sinfônica e outras formações.

Data repleta se significados, o 19 de Abril merece ser lembrado. Em 1648 juntaram-se brasileiros índios, pretos e brancos para expulsar os invasores holandeses que dominavam a região em torno do Recife-PE.

É, portanto, símbolo de integração nacional, mensagem maior que o Exército procura transmitir, apesar das manifestações e provocações lamentáveis de autoridades egressas de seus quadros, como o presidente da República e seus familiares, que procuram encrenca onde não temos.

19 de Abril também é o Dia do Índio e de Santo Expedito, um dos chamados santos guerreiros da Igreja Católica, conhecido por atender causas urgentes.

A causa urgente no Brasil atual é missão mundana e está nas mãos dos generais que povoam o governo federal, e que em ampla maioria vêm se mostrando os guardiões do bom senso.

O general Mourão costuma usar a imagem da Cavalaria, dizendo que o governante deve ter as qualidades do ginete: luvas de seda, pernas de aço e cintura de borracha. E a verdade é que, muito melhor do que o ministro PaGue, que na eleição prometia domar Bolsonaro mas caiu da boleia, os generais vêm demonstrando desempenho superior.

Logo no começo do ano foram eles que tomaram as rédeas e arrefeceram a inflamação da BolsoFamília por uma solução marcial para a Venezuela. Augusto Heleno insiste para que os ZeroFilhos se comportem nas redes sociais; Santos Cruz prega justiça social “não tem cabimento numa mesma sociedade uma pessoa ganhar mil e outra ganhar 50 mil”; e o próprio general Mourão gasta a maior parte do tempo tentando consertar as declarações absurdas do Presidente, como as mais recentes sobre o nazismo.

De alguma maneira eles parecem compreender o tamanho do problema que ajudaram a criar nas últimas eleições. Apesar de institucionalmente o Exército ser Estado e não Governo, a turma da Reserva sabe que, se der bobagem, a festa do pijama acabará numa ressaca tremenda.

Também olham para a Nação com responsabilidade. Frequento o Ibirapuera diariamente e sinto o clima com os praças que fazem exercício por lá. Transbordando de orgulho pelo serviço militar, repetem entre si algumas das declarações bélicas do Presidente, como que ignorando o fato de que, se alguma delas for levada a sério e a coisa sair do controle, são eles que estarão na infantaria.

 
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