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Derretimento ou derrota de Pirro para Sérgio Moro?

 

Pelo que tenho lido, só eu acho que “perder” o COAF para a Fazenda foi uma derrota de pirro para Sérgio Moro.

Quatro pontos básicos:

1) sacia parte da sede de vingança de alguns congressistas que o odeiam;

2) posa de vítima e retoma a solidariedade da sociedade, que vai percebendo que ele combateu adversários, não todos os corruptos;

3) não será mais o primeiro da fila para falar sobre Flávio Bolsonaro, Michele e Queiroz;

4) continua com acesso a tudo que um COAF turbinado por estar próximo da Receita, do BC e outras entidades monetárias pode produzir.

As demais evidências de encolhimento citadas no ótimo artigo do Helio Gurovitz são exatamente evidências.

Só discordo da parte do COAF, providencial para o coitadismo, que por sinal será necessário com estreia da 2a temporada de O Mecanismo. Pelo tom do José Padilha em entrevistas, vem paulada.

Lembrando ainda que foi o único “revés” vindo do Legislativo. Os demais, evidentes, aconteceram no Executivo (Bolsonaro) ou nos atropelos da Lava Jato. Estes, resumo em seis pontos: 1) Reitor Cancellier; 2) Delações premiadas sem prova mas com prêmio garantido; 3) Empresas destruídas, fortuna pessoal dos donos preservadas; 4) Vazamento seletivos; 5) Tentativa de criação de fundação bilionária com dinheiro da Petrobrás; 6) Conge.

Na semana que vem tem votação em plenário e tudo pode mudar. Moro ganha em qualquer cenário. Se perder, é vítima da vingança dos “corruptos”. Ganhando, se fortalece.

Aparentemente é justamente isso que o governo não quer. A orientação do ministro Onyx Lorenzoni enviada à base era clara no sentido de deixar o plenário votar ontem. Poderiam fazer alguns destaques para marcar posição, mas a ordem era deixar rolar.

E a base fez o justo inverso: membros do PSL, legenda do presidente da República, usaram o direito à palavra do Podemos para destratar o presidente da Câmara Rodrigo Maia e derrubaram a sessão.

 
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