Facebook YouTube Contato

A morte do governo Bolsonaro

Imagine na tela do seu celular um aviso dizendo que, dentro de alguns dias, os 22 aplicativos que você escolheu e organizou de modo a facilitar sua vida seriam reconfigurados, alguns substituídos e reorganizados não ao seu gosto, mas ao de outra pessoa e que, ampliados para 29, poderiam travar o sistema. Sensação de morte?

Para evitar o drama, bastaria um pulo na assistência técnica. Sim, é chato, burocrático, tem fila, você não entende direito o que o balconista fala. Mas se é o jeito, neste momento você estaria na fila da assistência ou na festa do peão aguardando para brincar no touro mecânico?

A “morte” mais próxima do governo Bolsonaro é três de junho. O termo, assim como a indesejada, é usado em referência a algo inadiável.

No 3/6 vence a medida provisória que trata da configuração do ministério atual, com 22 pastas. Se recusada ou não votada a tempo no Congresso, o governo voltará a ter pelo menos 29 ministérios e, neste caso, a configuração adotada por Michel Temer.

Com este cenário, e partindo do princípio de que alguém no Planalto sabe o que está fazendo, seria natural esperar que o governo trabalhasse no sentido de manter a estrutura criada.

Pois o presidente da República está em Dallas para um convescote. Com ele está o general Santos Cruz, ministro responsável, entre outras coisas, pela comunicação do governo e parte de sua relação com… o Congresso.

No Brasil, espalha-se pelas cidades a primeira greve geral em defesa da Educação, cujo ministro foi convocado a explicar o contingenciamento para a oposição e dizer à situação se o mentiroso no bate-cabeça do governo é ele ou o Presidente. No Congresso.

Juntos, ministro da Educação e Presidente compartilham uma entrevista do primeiro atacando mais uma vez a política e mentindo ao dizerem que toda responsabilidade pela definição do Orçamento atual é do… Congresso.

O Banco Central prevê depressão e o ministro da Fazenda aposta na balbúrdia, ameaçando a Nação com mais cortes desproporcionais e jogando a fatura para o… Congresso.

Enquanto isso, no Congresso…

Na Câmara Federal, o filho ZeroTrês, Eduardo Bolsonaro, acredita que a prioridade é construir uma bomba atômica. (Meu nome é Enéas!)

O deputado-príncipe do PSL usa na tribuna a história da Sereníssima Casa de Bragança para atender à tresloucada Casa de Rio das Pedras. Melhor dizendo, em vassalagem aos Bolsonaro, o Orleans e Bragança usou a data da Abolição, assinada por Isabel do Brasil no 13 de Maio em homenagem ao aniversário do pai, o abolicionista Pedro II, só pra contrariar os movimentos negros que ora preferem concentrar suas festividades no 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares. Não contente, ainda disse que a escravidão é da condição humana.

No Senado, o filho ZeroUm só pensa em escapar da Justiça, disparando contra o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

No Twitter, o filho ZeroDois mete um vídeo falando em golpe engatilhado para derrubar seu pai. Como de costume, a mensagem é confusa, donde fica impossível saber se é autocritica.

 
 Share on Facebook Share on Twitter Share on Reddit Share on LinkedIn
No Comments  comments 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>