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Jorge Paulo Lemann, passado, presente e futuro

Duramente criticada à direita e à canhota, a bancada do Jorge Paulo Lemann está diante da fronteira que marcará sua independência ou subserviência ao padrinho bilionário. E a reboque vem um indicativo sobre as semelhanças e diferenças entre as pessoas física e jurídica do magnata no trato com seus afilhados políticos.

Nota da coluna Radar da Veja – Ataque ao gigante: “O gabinete de Bolsonaro está no centro de uma guerra entre cervejarias artesanais e a Ambev pelo IPI da Zona Franca de Manaus. Os pequenos pedem o imposto zerado. O gigante, seus créditos de 20%. Nos dois lados, milhares de empregos em jogo.”

É fácil entender como a Ambev (pessoa jurídica do Jorge Paulo) e outras gigantes das bebidas garantiram tamanho privilégio. Até 2014, último ano em que foram permitidas doações de empresas a campanhas eleitorais, a PJ do JP pingou R$ 41,5 milhões em campanhas, com saldo de 76 deputados federais eleitos entre 19 partidos diferentes, com destaque para PMDB (R$12 mi), PT (R$11 mi) e PSDB (R$8 mi). Pragmatismo que desceu redondo.

Já em 2018, três deputados federais eleitos têm histórico ligado a Jorge Paulo, neste caso por conta das bolsas de estudos ofertadas pela Fundação Lemann. Tabata Amaral (PDT-SP), Felipe Rigoni (PSB-ES), Tiago Mitraud (Novo-MG).

A semelhança com o que a Ambev fazia está no princípio ecumênico-ideológico, como se nota pelas legendas pelas quais se elegeram suas excelências e na passagem por movimentos político-eleitorais como o RenovaBr, sabidamente apoiado por Lemann, ainda que, em contradição com o que prega para partidos e outras entidades e instituições, não publique dados sobre como é financiado.

A diferença, ou pelo menos um indicativo, saberemos pelo posicionamento de Amaral, Rigoni e Mitraud em relação ao privilégio que a Ambev quer manter na Zona Franca.

Isto é, a Ambev não se furtará em defender a manutenção de suas benesses, garantindo que seus donos continuem figurando entre três dos seis homens mais ricos do Brasil que, somados, concentram o mesmo dinheiro da metade mais pobre da população. Querem ganhar mais e mais ainda hoje custe o que custar.

Já a Fundação Lemann pretende lavar a ganância do presente investindo na educação de jovens que cuidarão de fazer do Brasil um país melhor, mas no futuro, e a mão na massa mais aparente vem com a primeira geração de parlamentares eleitos.

Ironia do destino, a cosmovisão política de Jorge Paulo se encontra hoje em pauta, e seus afilhados terão que enfrentar o dilema entre passado, presente e futuro. É com vocês, excelências. Posicionem-se.

 
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