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Happy birthday, Dudu

Em novo capítulo da nova política que assola o país, o presidente da República decidiu presentear o filho ZeroTrês, deputado federal Eduardo Bolsonaro, com a indicação para a Embaixada do Brasil em Washington, posto diplomático tido como o mais importante no mundo.

Vazio desde abril, logo depois do embaixador Sérgio Amaral concluir sua missão com chave de ouro, servindo purê de nabo à comitiva brasileira – e não há vegetal que simbolize melhor o fenômeno Bolsonaro – o a indicação para embaixador nos EUA aparentemente só aguardava o dez de julho, aniversário de 35 anos do ZeroTrês, idade mínima para o serviço.

Além da maioridade, da vontade do papi e da própria disposição, para o escrivão de Polícia Federal se tornar embaixador é necessária a aprovação do Senado, e nada indica que sairá assim, no mole. Em que pese a vontade de alguns senadores, aliados ou oposicionistas, em dar corda para a família se enforcar, tamanho absurdo, sem precedentes e de consequências imprevisíveis, é grave demais para que qualquer membro da atual legislatura assuma o risco de lavar as mãos e sujar a biografia.

Bolsonaro pai, porém, como de costume, não deve estar preocupado com as consequências. Para ele tanto faz perder ou ganhar no Senado, entregar o filho ou a Pátria Mãe à incerteza. Dúvida é algo que não existe na cabeça dele. Já a minha, é um celeiro de interrogações.

Para ficar em uma, como fica a turma que insiste na importância de torcer para o governo dar certo? De que lado estarão agora? Torcerão para Dudu ir a Washington ou ficar em Brasília? No caso da torcida a favor ser pela primeira possibilidade, ficaria bem o dono da Havan como adido comercial? Olavo de Carvalho adido cultural? Joice Hasselman adido de imprensa? O time promete.

 
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