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Fuscão Preto, a águia e o Falcão

“Um dia acordei injuriado e liguei pro Bush”, dizia Lula quando presidente. Naquele período o Palácio do Planalto e a Casa Branca tinham boa relação. Os presidentes tinham afinidades múltiplas, assim como quando sob FHC e Bill Clinton. Já o Obama, justo ele!, foi pego grampeando a Dilma.

Hoje Bolsonaro amanheceu com um tuíte do Trump. Nem deu tempo de celebrar o artigo insano do seu secretario de imprensa publicado na Folha, que obviamente o presidente leu escondido.

Como de costume, o presidente dos EUA avisou pela internet que vai rever a folga dada ao aço e ao alumínio brasileiro e argentino para compensar a desvalorização do real e do peso em relação ao dólar. Isso uma semana depois de, em Washington, o sabe-tudo Paulo Guedes avisar que o dólar seguirá alto em relação ao real.

Ato contínuo, Bolsonaro correu para o quebra-queixo matinal e disse que, se necessário, telefonará para Trump. Não duvido. Meios não lhe faltam. Falta o que dizer. E receio que repetir “i love you” terá o mesmo efeito de quando dito pessoalmente. Isto é: nulo.

Talvez seja melhor usar um clássico brasileiro para ocorrência de chifre. Fuscão Preto, que por sinal é feito de aço. Para facilitar, tem até versão traduzida pelo Falcão. É isso! Para enfrentar a águia, vamos de Falcão.

Enquanto a turma não entender que passarinho não acompanha gavião, é o que teremos.

 
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