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É ainda mais grave do que já parecia

Todo santo dia é a mesma coisa: acontece um absurdo no governo federal e a gente se pergunta como chegamos a tal estado de coisas.

Ontem não foi diferente. Com recomendação de resguardo do próprio governo dada a possibilidade de estar infectado pelo coronavírus, o presidente da República interagiu com manifestantes que pediam a volta da ditadura em frente ao palácio do Planalto.

Hoje piorou. Conseguiram piorar. Ainda não são sete horas da manhã e já piorou. É inacreditável.

O ministro Paulo Guedes, em entrevista à repórter Alexa Salomão Folha de S. Paulo, deixou claro que, na reunião da quarta-feira 11 de março entre membros do Executivo e do Legislativo, representantes do Banco Central mostraram que Brasil e EUA têm uma taxa de contagio da população pelo coronavírus mais rápida que a da China e até que a da Itália. E emendou: “foi alarmante”.

Mesmo admitindo não se lembrar de números de tamanha importância, registrou que “na Itália a previsão era de 60% de contagio e aqui, 80%”.

Perguntado sobre quais providências tomou, voltou a falar de reformas, privatização e da articulação política. Chamou a pandemia de sopro. E o importante é que, com milhões de brasileiros no corredor da morte, PaGue admite que não só não tomou providências efetivas como o próprio governo omitiu os dados de projeções da população. Faço minhas as palavras do ministro: é alarmante.

É estarrecedor. Tendo dados graves assim em mãos, depois de cinco dias, o governo, mais do que calado, segue relativizando o problema como fez o presidente ontem na CNN, e dando o péssimo exemplo de não se resguardar tendo uma dúzia de infectados em suas relações mais próximas.

Sinceramente eu não sei mais o que ou como fazer. Dentro do possível, todos devemos ficar em casa. E Jair Bolsonaro e Paulo Guedes devem ir para suas casas e nunca mais voltar. A cena para tamanha irresponsabilidade é clara: consequência ou morte.

 
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