Facebook YouTube Contato

Está quente

Não tem nada de novo no absurdo conhecido por Jair Bolsonaro. É o de sempre. E depois de um ano e meio presidente da República, sequer a Presidência é novidade. É eita atrás de vixe? É. E estava na cara que assim seria.

Para manter a sanidade mental, tanto a minha quanto a desta freguesia, vou deixar a lista dos fatos que pontuam o caos brasileiro para outros canais.

Porém, até por solidariedade a quem, por um momento, e com boas intenções acreditou no projeto Bolsonaro, admito, mais uma vez, que em relação a ele meu maior receio atual estava na minha cara e eu também não vi.

Bolsonaro é miliciano. Pode não ser o cara que acerta o arrego ou instala o gatonet, Mas é miliciano. Tanto quanto é ruralista o membro da bancada do boi que que nunca pisou num pasto.

Sua longa trajetória política se alimentou da base miliciana formada por membros insubordinados e corruptos das forças armadas, às quais pagou com discursos, homenagens e, valendo-se da imunidade parlamentar, foi naturalizando o escárnio, o autoritarismo, a violência que são tão nossos.

Agora, receio, Inês é morta. O que não falta é gente pelas ruas, ensandecida, violenta e armada, parte falando em nome da lei, disposta a defender seu capitão.

Todos os levantes policiais recentes ocorridos em diversos estados têm alguma relação com o bolsonarismo.

Há, inclusive, na Praça dos Três Poderes, um acampamento montado, chamado 300 do Brasil, com gente armada que se diz representante do povo e, sofismando a Constituição, ameaça subjugar os poderes constituídos. A tropa de choque da PM-DF esteve lá e nada fez. Será daí o receio de tantos governadores em decretar medidas mais duras de isolamento?

Sua líder é uma ativista que já foi capaz de se pendurar pela pele das costas, nua, em pleno Vale do Anhangabaú, para defender outros pleitos. Em suas redes sociais diz que é boa pistoleira, treinada na Ucrânia, e que sua missão é a ucranização do Brasil.

A permanência dessa gente na Praça dos Três Poderes, ameaçando os poderes, sem resposta ou providência das autoridades, pode ser a cartada final do plano de poder de Bolsonaro. É o vale tudo autorizado para todo o país.

O problema é que talvez seja tarde para qualquer providência. Mas estamos perto de saber. Isso não é feito para durar meses e o tom do jogral do bando com o presidente da República não para de subir.

Depois de se aliar às manifestações antidemocráticas, hoje Bolsonaro ameaçou em suas redes sociais: “o afrontar o estado democrático de direito é o pior caminho, aflora o indesejável autoritarismo no Brasil [sic].”

Ele falava sobre o próprio decreto que torna academia de ginástica e cabeleireiro atividade essencial, e das respostas de governadores dizendo que será ignorado ou, como manda a Constituição, que governadores e prefeitos governam estados e municípios.

Está quente.

 
 Share on Facebook Share on Twitter Share on Reddit Share on LinkedIn
Comentários desativados  comments