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Paulo Marinho, o caseiro do Bolsonaro

Chamado de empresário, Paulo Marinho resolveu contar à Folha algumas passagens da campanha de Jair Bolsonaro à Presidência, notadamente em relação à possível e até provável corrupção de um policial federal, que teria vazado ao então candidato ao Senado Flávio Bolsonaro, o ZeroUm, a chegada da operação Furna da Onça a ele, Queiroz e a atual primeira-dama Michele.

O episódio teria acontecido na metade do segundo turno da corrida eleitoral. Naquele então Queiroz foi demitido do gabinete de Flávio na Alerj, e sua filha Mariana, laranja no gabinete de Jair, também caiu do pé. Em tempo: a moça é instrutora de ginástica especialista em choques elétricos e foi se empregar justo no gabinete onde o torturador Ustra é ídolo.

Também data daquele período a revelação do vice Hamilton Mourão sobre o convite de Paulo Guedes a Sérgio Moro para o ministério da Justiça. A operação Furna da Onça é um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.

E nunca é demais lembrar que o relatório do Coaf chegou ao MP-RJ em fevereiro de 2018, e até novembro daquele ano, que no correr dos meses viu a prisão de vários colegas de Flávio, o TCE inteiro e quatro governadores, justamente pela Furna da Onça, produziu 30 páginas sobre o ZeroUm, e entre novembro de 2018 e fevereiro de 2019, 300 páginas, um DVD e um pen-drive. Impossível não sentir cheiro de gaveta no processo.

À Monica Bergamo, Paulo Marinho contou alguns bastidores da campanha à qual serviu de caseiro para Bolsonaro. Disse que Bolsonaro destrata subalternos e que mal conseguia acompanhar assuntos mais relevantes, que gostava mesmo de papear com a turma da segurança e contar piadas sexistas e homofóbicas.

Contou mais. Ora aliado de João Doria, Merinho disse que a orientação do governador de São Paulo para uma candidatura a prefeitura do Rio de Janeiro era encontrar uma mulher, e citou quem seria, acrescentando que é bonita.

Juntando as coisas dá para entender como e porque, vendo de perto que o “capitão” é um boçal, Paulo Marinho seguiu trabalhando pela sua eleição. Para colocar o boçal no posto máximo da República. São a mesma coisa, a mesma pedra, com a diferença de polimento.

O engraçado é que agora há a suspeita de que o Banco Central devassa as contas de Paulo Marinho. O caseiro de Bolsonaro vive seus dias de Francenildo, caseiro do Palocci, que teve a conta na Caixa Econômica devassada pelo governo Lula.

Mais divertido será se fuçarem direitinho, para saber quanto Marinho botou de dinheiro não contabilizado na campanha. Só um cretino acredita nas prestação de contas da campanha Bolsonaro presidente.

 
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