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Olhar sobre as redes sociais dos principais candidatos à prefeitura de SP

Análise feita para uso interno em 01/09/2020

Olhar sobre as redes sociais dos principais candidatos à prefeitura de SP

 

Panorama geral:

. Dentro da pandemia, obviamente o peso das redes será ainda mais decisivo do que nas eleições anteriores;

. Corrida polarizada e nacionalizada, tanto ou mais do que 2016;

. Engajamento se dá mais com provocações entre os candidatos, adversários e, é necessário reconhecer, inimigos, do que com propostas ou debate sobre a cidade;

. Mesmo quando aparecem, as questões locais chamam mais atenção quando em forma de ataque do que de proposta, por exemplo a reforma do Anhangabaú ou ações para combater as crises sanitária e econômica;

. Parece ser o fim ou, no mínimo, a continuação da suspensão da velha máxima “quem bate, perde”;

. Cenário favorece quem melhor se comunica, principalmente pela internet, como Hasselmann e Mamãe Falei, mas também Boulos e mesmo o ainda incerto Russomano;

. Corpo a corpo diminuiu com a pandemia, mas não trancou os candidatos em casa, como era imaginável;

. Todos nas ruas, em reuniões com apoiadores ou para produção de conteúdo nas redes sociais.

 

Bruno Covas: nítida solidariedade em função da batalha pela saúde, posts mais voltados para ações do combate à pandemia, mas algumas redes apáticas e há muito tempo sem postagens. 52,5% aprovam o governo versus 42,2% que desaprovam; 3,4% não opinaram (Paraná Pesquisas – 21 de agosto de 2020). Se por um lado tem a máquina, deve apanhar da maioria dos demais candidatos, e inclusive e especialmente de Bolsonaro, que quer derrotar o ex-aliado João Doria e colocará sua rede para funcionar neste sentido. Os tantos problemas dos tucanos certamente pesarão na balança eleitoral.

Número de seguidores:

Facebook: 208.427

Instagram: 184.000

Twitter: 48.388

 

Celso Russomano: tem presença na televisão e nas redes, andou visitando a rede de saúde apostando no sensacionalismo que o fez conhecido, segue com a “defesa do consumidor”, tem o recall de sempre, com a fragilidade de sempre, ora reforçada pela indefinição da candidatura.

Número de seguidores:

Facebook: 936.803

Instagram: 781.000

Twitter: 135.369

 

 

Marta Suplicy (Solidariedade): não deve ser candidata, mas seu apoio conta. Segue ativa nas redes, ora conversando com um campo mais amplo do que o seu tradicional.

Facebook: 151.544

Instagram: 19.200

Twitter: 64.260

 

Márcio França (PSB): mantém recall de 2018, quando venceu João Doria na capital por 60×40%. Discurso conciliador no geral, incluindo Bolsonaro, mas taticamente anti-Doria/Covas, campo que lhe empresta alguma emoção. Comunicação amadora e pouco criativa, resgatando ideias que já cansaram os jovens e não falam bem com os mais velhos, caso dos “óculos de lacração”.

Número de seguidores:

Facebook: 149.128

Instagram: 53.500

Twitter: 30.024

 

Guilherme Boulos (PSOL): forte nas redes, conteúdo criativo, apoio de artistas, intelectuais e influenciadores, adesão de quadros históricos e militância progressista, seja pelo carisma, pela vice Luiza Erundina ou pela rejeição à candidatura oficial do PT. Pauta bem definida para a cidade, como habitação, mas posição ideológica mais acentuada, provocando mais engajamento (se critica o bolsonarismo, bate cem mil curtidas; se visita uma garagem de ônibus, mal passa de dez mil). Já é alvo dos adversários conservadores ou reacionários e tende a se consolidar assim, podendo se beneficiar com a polarização.

Número de seguidores:

Facebook: 920.981

Instagram: 1.000.000

Twitter: 1.008.499

 

Jilmar Tatto (PT): Escolhido pelo partido porém abandonado à própria sorte pelos caciques. Sequer Lula se engajou na pré-campanha. Fernando Haddad fala mais de temas nacionais e, quando fala de Tatto, não emociona. Campanha tradicional petista, falando com os estratos mais vulneráveis e buscando oposição ao PSDB e também Bolsonaro. Terá um dos maiores tempos de televisão e participação no fundo eleitoral.

Número de seguidores:

Facebook: 24.339

Instagram: 7.546

Twitter: 10.867

 

Andrea Matarazzo (PSD): Mostra conhecimento da cidade e tem propostas claras, sólidas no conteúdo, porém porosas na forma de comunicar. Carisma restrito à parte do chamado 1% ou classes dominantes, que por outro lado rejeitam fortemente o dono da sigla, Gilberto Kassab. As redes demonstram exatamente isto, com declarações de figuras destacadas do meio empresarial ou artístico, e só.

Número de seguidores:

Facebook: 58.407

Instagram: 16.300

Twitter: 51.470

 

Arthur do Val Mamãe Falei (Patriota): Youtuber que despontou quando passou a comparecer a atos e provocar manifestantes contrários ao impeachment de Dilma Rousseff, se aproximou do MBL e manteve o estilo para se eleger e exercer o mandato de deputado estadual em 2018. Segue bastante popular, mesmo tendo se afastado do bolsonarismo. Se comunica muito bem, linguagem afinada com a pancadaria das redes, capaz de conquistar reações contrárias ou favoráveis mesmo (ou sobretudo) com assuntos batidos ou obviedades.

Número de seguidores:

Facebook: 1.639.434

Instagram: 630.000

Twitter: 510.152

 

Levy Fidelix (PRTB): Se engana quem olha para o tipo antiquado e pensa que não tem penetração nas redes. Praticamente uma caricatura, o eterno aerotrem corre bem na internet, onde faz o mesmo papel de sempre. Porém, o número de interações, desproporcional ao de seguidores, é um indício de uso de robôs, notadamente onde eles são mais comuns, como Facebook e Twitter – neste site ele consegue centenas de interações a mais do que no Instagram, onde o uso de robôs é menos frequente, mesmo tendo a metade dos seguidores.

Número de seguidores:

Facebook: 238.635

Instagram: 40.400

Twitter: 22.779

 

Joice Hasselmann (PSL): Outro nome construído nas redes sociais e movimentos de rua desde 2013, porém com passagem pela grande imprensa, qual Mamãe Falei soma inúmeros seguidores e manteve boa presença mesmo depois de romper com o bolsonarismo e ser duramente atacada pelo chamado Gabinete do Ódio, que não deve dar-lhe sossego durante a campanha. A personagem é a mesma de sempre e o efeito que causa repete o fenômeno de engajamento quando aborda temas afeitos às torcidas de parte a parte, como a defesa da operação Lava Jato.

Número de seguidores:

Facebook: 2.066.731

Instagram: 961.000

Twitter: 349.672

 

Demais candidaturas pontuaram abaixo de 1% na última rodada da Paraná Pesquisas.

 

Televisão deve contar pontos mas os números exatos ainda dependem das coligações. A previsão é de uma divisão mais equilibrada, com PT e PSL garantidos pelas bancadas.

 

Com o fim das coligações proporcionais (chapa de vereadores), os partidos devem usar o tempo de televisão a favor de seus próprios candidatos, porém sempre assinando com a candidatura majoritária, o que favorece o PSDB, provavelmente aliado a DEM e MDB, o que garantiria o aior quinhão.

 

 

 

 

 

 

 

 
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